UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Diante de um paciente com queixa de corrimento uretral com bacterioscopia cujo resultado revelou diplococos Gram-negativos intracelulares, a conduta terapêutica de acordo com o Fluxograma de corrimento uretral, é:
Diplococos Gram-negativos intracelulares em corrimento uretral → Gonorreia + Co-infecção por Clamídia (tratamento empírico).
A presença de diplococos Gram-negativos intracelulares na bacterioscopia de corrimento uretral é altamente sugestiva de Neisseria gonorrhoeae. Devido à alta taxa de co-infecção, o tratamento empírico para Chlamydia trachomatis é mandatório.
O corrimento uretral é uma queixa comum em homens, frequentemente associada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A identificação de diplococos Gram-negativos intracelulares na bacterioscopia é um achado crucial que direciona o diagnóstico e a conduta terapêutica, sendo altamente sugestivo de uretrite gonocócica. Este achado é patognomônico de uretrite gonocócica, causada pela Neisseria gonorrhoeae. No entanto, a co-infecção por Chlamydia trachomatis é extremamente comum, ocorrendo em 20-40% dos casos. Por isso, os fluxogramas de tratamento recomendam a terapia empírica para ambas as infecções, mesmo que apenas um agente seja identificado inicialmente. A conduta terapêutica padrão envolve a administração de um antibiótico eficaz contra N. gonorrhoeae (ex: ceftriaxona) e outro contra C. trachomatis (ex: azitromicina ou doxiciclina). O tratamento adequado é fundamental para prevenir complicações como epididimite, infertilidade, dor pélvica crônica e a disseminação da infecção para parceiros sexuais.
A presença de diplococos Gram-negativos intracelulares na bacterioscopia de corrimento uretral é um achado altamente sugestivo de infecção por Neisseria gonorrhoeae, o agente etiológico da gonorreia.
Existe uma alta taxa de co-infecção entre gonorreia e clamídia (20-40%). O tratamento simultâneo garante a erradicação de ambas as infecções, prevenindo complicações como epididimite, doença inflamatória pélvica e infertilidade.
Para gonorreia, geralmente se utiliza ceftriaxona intramuscular em dose única. Para clamídia, azitromicina oral em dose única ou doxiciclina por 7 dias. O tratamento é empírico e combinado.
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