UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Menino de 13 anos é trazido pelos pais ao pronto atendimento com quadro de disúria há três dias. Paciente nega febre e está em uso de cefalexina há dois dias sem melhora dos sintomas. A mãe refere que ele não tem histórico de doenças prévias ou quadros semelhantes. Ao exame da genitália, há saída de secreção purulenta pela uretra, Tanner G3P3. O EAS mostra piúria e na secreção uretral coletada foi identificado diplococo gram negativo. Nesse momento, o tratamento indicado é:
Uretrite + diplococo Gram-negativo em adolescente → suspeita de gonorreia; tratar com Azitromicina + Ceftriaxona.
A presença de diplococo Gram-negativo na secreção uretral de um adolescente com disúria e secreção purulenta é altamente sugestiva de uretrite gonocócica (Neisseria gonorrhoeae). O tratamento empírico para uretrite, especialmente quando há suspeita de gonorreia, deve cobrir tanto N. gonorrhoeae quanto Chlamydia trachomatis, devido à alta coinfecção. A azitromicina é indicada para clamídia, e a ceftriaxona para gonorreia.
A uretrite em adolescentes é uma condição comum, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A apresentação clínica com disúria e secreção uretral purulenta, especialmente com a identificação de diplococos Gram-negativos, é altamente sugestiva de uretrite gonocócica, causada por Neisseria gonorrhoeae. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir complicações e a disseminação da infecção. A Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo que causa uretrite, cervicite, proctite e faringite. A coinfecção com Chlamydia trachomatis é muito comum, ocorrendo em até 30-50% dos casos. Por isso, o tratamento empírico deve ser direcionado para ambos os patógenos. A cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina + clavulanato e sulfametoxazol + trimetoprim não são as escolhas de primeira linha para uretrite gonocócica ou clamídia. O tratamento padrão para uretrite gonocócica é uma dose única de ceftriaxona intramuscular. Para cobrir a coinfecção por Chlamydia trachomatis, adiciona-se uma dose única de azitromicina oral. É fundamental orientar o paciente sobre a abstinência sexual até a resolução dos sintomas e o tratamento dos parceiros sexuais para evitar reinfecção e controlar a cadeia de transmissão.
A etiologia mais provável é a uretrite gonocócica, causada por Neisseria gonorrhoeae, que se apresenta como diplococos Gram-negativos intracelulares.
A coinfecção por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae é muito comum (até 30-50%). Portanto, o tratamento empírico deve cobrir ambos os patógenos para garantir a erradicação completa e prevenir complicações.
O esquema terapêutico recomendado inclui uma dose única de ceftriaxona intramuscular (para gonorreia) e uma dose única de azitromicina oral (para clamídia).
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