São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Um jovem de 22 anos comparece à UBS relatando secreção uretral purulenta e dor ao urinar há três dias. Ele relata ter tido relações sexuais desprotegidas com uma nova parceira há cerca de duas semanas. O médico suspeita de uma infecção sexualmente transmissível e inicia a investigação clínica. Qual é a melhor abordagem inicial para manejo desse paciente na Atenção Primária?
Uretrite aguda: iniciar tratamento empírico para gonococo e clamídia na APS, sem aguardar cultura.
Em casos de uretrite com secreção purulenta, o tratamento empírico imediato é crucial para evitar complicações e reduzir a transmissão. A coleta de material para exames pode ser feita, mas não deve atrasar o início da antibioticoterapia.
A uretrite aguda é uma condição comum na Atenção Primária, frequentemente associada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Caracteriza-se por disúria, secreção uretral e, por vezes, prurido. A epidemiologia mostra alta prevalência em jovens sexualmente ativos, sendo crucial o manejo adequado para controle da saúde pública. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e na história de exposição. Embora a coleta de material para cultura e testes moleculares seja importante para identificação do agente e sensibilidade, o tratamento empírico não deve ser postergado. A suspeita de gonorreia e clamídia é alta, e a terapia deve cobrir ambos os patógenos. A conduta inicial na APS envolve o tratamento empírico com antibióticos que cubram Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis (ex: ceftriaxona + azitromicina ou doxiciclina), aconselhamento sobre sexo seguro e rastreamento de parceiros. O prognóstico é bom com tratamento precoce, mas a falta de adesão ou tratamento inadequado pode levar a complicações sérias e persistência da transmissão.
Os principais agentes são Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e Chlamydia trachomatis. Outros incluem Mycoplasma genitalium e Trichomonas vaginalis, embora menos comuns.
O tratamento empírico é recomendado para iniciar a terapia rapidamente, prevenir complicações como epididimite e reduzir a transmissão da infecção, sem aguardar os resultados dos exames laboratoriais que podem demorar.
Em homens, a uretrite não tratada pode levar a epididimite, prostatite e infertilidade. Em mulheres, a infecção por clamídia pode causar doença inflamatória pélvica, dor pélvica crônica e infertilidade.
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