ENARE/ENAMED — Prova 2023
Um paciente chega ao hospital com febre há 2 dias e dor em região lombar direita. Ao realizar exames, recebe o diagnóstico de ureterolitíase obstrutiva à direita, com hidronefrose ipsilateral, alteração significativa da função renal e infecção associada com sinais de sepse. Qual é a melhor abordagem para esse paciente?
Ureterolitíase obstrutiva + infecção/sepse = descompressão urinária de urgência (cateter duplo J ou nefrostomia) + ATB.
Em casos de ureterolitíase obstrutiva complicada por infecção e sepse, a prioridade é a descompressão urgente do trato urinário superior para drenar a urina infectada e aliviar a obstrução, juntamente com antibioticoterapia de amplo espectro e suporte hemodinâmico.
A ureterolitíase obstrutiva, quando complicada por infecção e sepse, representa uma emergência urológica grave que exige intervenção imediata. A obstrução do trato urinário superior por um cálculo, na presença de infecção, cria um ambiente propício para a proliferação bacteriana e a translocação para a corrente sanguínea, levando à urosepse. A rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade significativas. A abordagem inicial para um paciente com ureterolitíase obstrutiva, infecção e sepse inclui estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia empírica de amplo espectro e, fundamentalmente, a descompressão urgente do trato urinário superior. Esta descompressão pode ser realizada através da inserção de um cateter ureteral (duplo J) por via cistoscópica retrógrada ou pela colocação de uma nefrostomia percutânea, que permite a drenagem externa da urina infectada. A escolha entre os métodos depende da experiência do cirurgião, da anatomia do paciente e da estabilidade clínica. Após a descompressão e o controle da sepse, o tratamento definitivo do cálculo pode ser planejado. É um erro comum tentar a remoção do cálculo (por exemplo, litotripsia) como primeira medida em um paciente séptico, pois isso pode piorar a infecção. O foco deve ser sempre na drenagem da infecção e estabilização do paciente antes de qualquer procedimento mais invasivo para o cálculo em si.
A descompressão urinária é crucial para drenar a urina infectada e aliviar a pressão no sistema coletor, controlando a fonte da sepse e prevenindo danos renais.
As principais opções são a inserção de cateter ureteral (duplo J) por via retrógrada (cistoscopia) ou a nefrostomia percutânea, que drena a urina diretamente do rim.
A litotripsia não é a primeira escolha porque pode disseminar a infecção e agravar o quadro séptico. A prioridade é controlar a infecção antes de abordar o cálculo.
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