SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Adolescente do sexo masculino, 16 anos, apresenta dor tipo cólica com início súbito em fossa ilíaca direita, associada a náuseas e vômitos. O quadro teve início há 15 horas, com piora importante da intensidade progressivamente. O abdômen encontra-se tenso à palpação, pois o paciente está se contorcendo de dor. A principal hipótese diagnóstica extra lúmen de tubo intestinal, além de apendicite, consiste em:
Adolescente, dor cólica súbita FID, náuseas/vômitos, abdômen tenso → Ureterolitíase (diferencial apendicite).
A ureterolitíase pode mimetizar apendicite aguda devido à dor referida na fossa ilíaca direita, especialmente quando o cálculo está na porção distal do ureter. A dor é tipicamente cólica, súbita e intensa, irradiando para a região inguinal ou genitália.
A dor abdominal aguda em adolescentes é um desafio diagnóstico devido à ampla gama de possíveis causas e à sobreposição de sintomas. A apendicite aguda é a principal preocupação, mas é crucial considerar outros diagnósticos diferenciais, especialmente aqueles que exigem intervenção rápida. A ureterolitíase, ou cálculo renal, é uma condição urológica comum que pode mimetizar quadros abdominais agudos, sendo uma hipótese importante a ser considerada. A fisiopatologia da dor na ureterolitíase envolve a obstrução do fluxo urinário e a distensão do ureter e do sistema coletor, causando dor cólica intensa. A localização da dor pode variar dependendo da posição do cálculo, e quando ele se encontra na porção distal do ureter, pode causar dor referida na fossa ilíaca direita, mimetizando a apendicite. Náuseas e vômitos são sintomas associados comuns devido à estimulação vagal. O diagnóstico diferencial entre apendicite e ureterolitíase é fundamental para evitar atrasos no tratamento. Enquanto a apendicite requer intervenção cirúrgica, a ureterolitíase pode ser manejada clinicamente na maioria dos casos, com analgésicos e hidratação, ou intervenção urológica se necessário. A história clínica detalhada, exame físico e exames complementares como ultrassonografia e tomografia são essenciais para a distinção.
A dor da ureterolitíase é classicamente cólica, de início súbito, muito intensa, com períodos de alívio e exacerbação, e pode irradiar para a região inguinal ou genitália. A dor da apendicite geralmente é mais constante e migratória.
A ultrassonografia abdominal e pélvica pode identificar hidronefrose ou o cálculo. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve sem contraste é o padrão-ouro para ureterolitíase. Exames de urina (EAS) podem mostrar hematúria.
A torção testicular causa dor escrotal aguda, mas a dor pode ser referida para a região inguinal ou fossa ilíaca inferior, especialmente em crianças e adolescentes, tornando-a um diferencial importante a ser considerado.
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