HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Mulher de 38 anos, sem histórico de doenças relevantes, chega ao pronto-socorro com dor súbita e intensa no flanco esquerdo, associada a hematúria macroscópica. Não apresenta febre. Ao exame físico, apresenta dor a palpação na região do flanco esquerdo. A tomografia computadorizada mostra um cálculo de 6 mm no ureter distal esquerdo e uma leve dilatação do sistema coletor renal. Qual é a melhor opção de manejo inicial para essa paciente?
Cálculo ureteral distal < 10mm sem complicações → Terapia Medicamentosa Expulsiva (MET).
Cálculos ureterais distais menores que 10 mm em pacientes estáveis e sem sinais de infecção podem ser manejados inicialmente com alfabloqueadores para facilitar a passagem espontânea.
A ureterolitíase é uma causa comum de dor aguda no pronto-socorro. A probabilidade de eliminação espontânea de um cálculo depende fundamentalmente do seu tamanho e localização; cálculos distais e menores que 5 mm têm alta taxa de passagem. A Terapia Medicamentosa Expulsiva (MET) com alfabloqueadores (ex: tamsulosina) atua nos receptores alfa-1 adrenérgicos do ureter distal, reduzindo o tônus basal e a frequência de contrações, o que facilita a migração do cálculo. Evidências sugerem que a MET é mais eficaz em cálculos entre 5 e 10 mm localizados no ureter distal. O manejo inicial deve sempre focar na analgesia (AINEs como primeira linha) e na exclusão de critérios de urgência cirúrgica.
A MET é indicada principalmente para cálculos ureterais distais com diâmetro entre 5 e 10 mm em pacientes com dor controlada, sem sinais de infecção (febre, piúria) e com função renal preservada. O uso de alfabloqueadores, como a tamsulosina, relaxa a musculatura lisa do ureter distal, aumentando as taxas de expulsão espontânea e reduzindo o tempo para a passagem do cálculo, além de diminuir a necessidade de analgésicos potentes durante o processo.
A intervenção (como ureteroscopia ou nefrostomia) é mandatória em casos de obstrução associada a infecção (sepse urinária), insuficiência renal aguda, dor refratária à analgesia, rim único obstruído ou obstrução bilateral. Nestes cenários, a tentativa de manejo conservador ou MET coloca o paciente em risco de perda funcional renal permanente ou choque séptico, sendo a descompressão da via urinária a prioridade absoluta.
A TC de abdome e pelve sem contraste (protocolo para litíase) é o padrão-ouro devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Ela permite identificar a localização exata, o tamanho do cálculo (fator preditivo de eliminação), a densidade (em unidades Hounsfield) e sinais secundários de obstrução, como a hidronefrose ou o borramento da gordura perirrenal, auxiliando diretamente na decisão entre manejo clínico ou cirúrgico.
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