Ureterolitíase Distal: Manejo com Terapia Expulsiva

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Mônica de 27 anos, dá entrada na emergência queixando-se de dor intensa, tipo cólica, acometendo região lombar direita, irradiada para flanco direito, de início súbito, há 4 horas. G3P3A0, D.U.M desconhece. Tem dislipidemia e obesidade. O exame físico revela pressão arterial de 100x70mmHg, frequência cardíaca de 85bpm, T.ax 37° C. Dor à palpação de flanco direito, com sinal de Giordano presente à direita. O hemograma apresenta 5.630 leucócitos/mm³, 2% de bastonetes, Ureia 35mg/dl. EAS com 8.000 leucócitos/mL e 50.000 hemácias/mL. Foi solicitava tomografia de abdome que revelou cálculo de 3mm em ureter distal a 2cm da junção ureterovesical. Após analgesia, houve controle da dor. A conduta deve ser.

Alternativas

  1. A) indicar instalação de cateter duplo.
  2. B) indicar litotripsia extracorpórea por ondas de choque.
  3. C) iniciar terapia expulsiva medicamentosa.
  4. D) indicar litotripsia transureteroscópica.

Pérola Clínica

Cálculo ureteral distal < 5mm, sem sinais de infecção/obstrução grave → Terapia expulsiva medicamentosa.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um cálculo ureteral distal de 3mm, sem sinais de infecção (leucócitos normais, sem febre significativa) ou obstrução grave (ureia normal, dor controlada). Cálculos menores que 5mm, especialmente no ureter distal, têm alta chance de expulsão espontânea, sendo a terapia expulsiva medicamentosa a conduta inicial.

Contexto Educacional

A litíase urinária, ou urolitíase, é uma condição comum caracterizada pela formação de cálculos no trato urinário, sendo a cólica renal uma das dores mais intensas e frequentes na emergência. A apresentação clínica típica envolve dor lombar súbita e intensa, irradiada, acompanhada de sintomas gastrointestinais e urinários. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada sem contraste o padrão-ouro para identificar a localização, tamanho e densidade do cálculo. A avaliação laboratorial inclui EAS para hematúria e leucocitúria, e exames de função renal. A conduta terapêutica depende do tamanho, localização e complicações associadas ao cálculo. Para cálculos ureterais distais menores que 5-10mm, sem sinais de infecção ou obstrução grave, a terapia expulsiva medicamentosa com alfa-bloqueadores (ex: tansulosina) é a abordagem inicial, visando facilitar a passagem espontânea do cálculo. A hidratação adequada e analgesia são medidas de suporte essenciais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de um cálculo ureteral?

Os sintomas incluem dor intensa, tipo cólica, na região lombar ou flanco, que pode irradiar para a virilha ou genitália, acompanhada de náuseas, vômitos, disúria e hematúria.

Quando a terapia expulsiva medicamentosa é indicada para cálculos ureterais?

É indicada para cálculos menores que 10mm, especialmente aqueles localizados no ureter distal, na ausência de infecção, obstrução grave ou dor refratária. Alfa-bloqueadores como a tansulosina são frequentemente utilizados para relaxar a musculatura ureteral e facilitar a passagem do cálculo.

Quais são as opções de tratamento para cálculos ureterais que não respondem à terapia expulsiva?

Para cálculos maiores ou que não são expelidos espontaneamente, as opções incluem litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC), ureteroscopia com litotripsia intracorpórea (laser) e, em casos selecionados, cirurgia percutânea ou aberta.

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