AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Universitário, 22 anos, queixa-se de corrimento uretral há 2 semanas (sem outros sintomas. Refere que apresentou esses sintomas há dois anos e foi tratado com melhora. Ao exame, testículos e pênis normais. À inspeção com saída de secreção pela uretra. A conduta inicial é:
Uretrite com corrimento → tratamento empírico para gonorreia e clamídia (Ceftriaxona + Azitromicina).
O tratamento empírico da uretrite deve cobrir os agentes etiológicos mais comuns, Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, devido à alta taxa de coinfecção e à necessidade de tratamento imediato para evitar complicações e transmissão.
A uretrite é uma inflamação da uretra, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo uma das queixas mais comuns em serviços de urologia e ginecologia. Atinge principalmente homens jovens e sexualmente ativos, com um pico de incidência entre 15 e 24 anos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações e a disseminação das ISTs. Os principais agentes etiológicos são Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, que frequentemente coexistem. A fisiopatologia envolve a invasão da mucosa uretral pelos patógenos, levando à inflamação e à produção de corrimento. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de corrimento uretral, disúria ou prurido uretral. A coleta de secreção uretral para cultura ou testes moleculares é importante para confirmação e sensibilidade, mas o tratamento não deve ser atrasado. A conduta inicial para uretrite é o tratamento empírico, cobrindo tanto a gonorreia quanto a clamídia, devido à alta taxa de coinfecção e à necessidade de tratamento imediato. A combinação de Ceftriaxona (para gonorreia) e Azitromicina (para clamídia) é o esquema recomendado. O tratamento dos parceiros sexuais também é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e prevenir reinfecções. Aconselhamento sobre práticas sexuais seguras é parte integrante do manejo.
Os principais agentes etiológicos da uretrite são a Neisseria gonorrhoeae (uretrite gonocócica) e a Chlamydia trachomatis (uretrite não gonocócica), sendo a coinfecção comum. Outros agentes incluem Mycoplasma genitalium e Trichomonas vaginalis.
O tratamento empírico é recomendado para uretrite devido à alta taxa de coinfecção por gonorreia e clamídia, à necessidade de iniciar o tratamento rapidamente para prevenir complicações e reduzir a transmissão, e à demora na obtenção de resultados laboratoriais.
A uretrite não tratada pode levar a complicações como epididimite, prostatite, infertilidade, artrite reativa e, em mulheres, doença inflamatória pélvica se a infecção se disseminar, além de aumentar o risco de transmissão do HIV.
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