HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2018
João Antônio é um trabalhador na área de limpeza urbana. Tem 52 anos e é casado. No último mês, João conseguiu fazer um “plano de saúde” para ele, sua esposa e seus dois filhos. Resolveu, portanto, fazer uma revisão de saúde. Após a consulta, foi informado pelo médico que precisaria fazer alguns exames. Ao tentar autorizar seus exames, descobriu que o plano feito por ele não oferecia cobertura para exames complementares. Foi sugerido a ele que procurasse uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar os exames. Considerando que você seja o médico dessa UBS, assinale a opção que contenha a conduta, a justificativa e o princípio do Sistema Único de Saúde (SUS) que sejam coerentes com a situação de João.
Universalidade do SUS garante acesso a todos, mesmo com plano de saúde, se houver indicação clínica.
O princípio da Universalidade do SUS assegura que todo cidadão brasileiro tem direito ao acesso aos serviços de saúde, independentemente de possuir ou não plano de saúde privado. Se houver indicação clínica, o médico da UBS deve solicitar os exames necessários.
O caso de João Antônio ilustra perfeitamente a aplicação do princípio da Universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Este princípio, um dos pilares doutrinários do SUS, estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantindo que todo e qualquer cidadão brasileiro, sem distinção de raça, religião, condição social ou posse de plano de saúde privado, tenha acesso a todas as ações e serviços de saúde necessários. A situação de João, que possui um plano de saúde com cobertura limitada, reforça a importância do SUS como rede de segurança e garantia de direitos. A conduta correta do médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) é acolher João e, após avaliação clínica, solicitar os exames complementares que julgar necessários, desde que haja indicação clínica. A justificativa reside no próprio princípio da Universalidade, que não permite a negação de atendimento ou de recursos assistenciais a um cidadão por ele ter acesso a serviços privados. A UBS, como porta de entrada e ordenadora do cuidado na Atenção Primária, tem o papel fundamental de garantir esse acesso e coordenar a assistência. É um erro comum, e uma violação ética e legal, negar atendimento no SUS a pacientes que possuem plano de saúde. A compreensão e aplicação correta dos princípios do SUS são cruciais para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes, que atuarão diretamente na linha de frente do sistema. Dominar esses conceitos não só é fundamental para as provas de residência, mas também para a prática de uma medicina ética, humanizada e alinhada com os direitos de cidadania.
O princípio da Universalidade estabelece que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantindo o acesso universal, igualitário e gratuito a todas as ações e serviços de saúde para qualquer cidadão brasileiro, sem preconceitos ou privilégios.
Sim, absolutamente. A posse de um plano de saúde privado não exclui o direito do cidadão de ser atendido e utilizar os serviços do SUS. O SUS é um sistema universal e complementar, e o paciente pode buscar atendimento em qualquer nível de complexidade, desde que haja necessidade e indicação clínica.
A UBS é a porta de entrada preferencial e ordenadora do fluxo no SUS, sendo responsável pela Atenção Primária à Saúde. Ela oferece o primeiro contato, coordena o cuidado e encaminha para outros níveis de atenção quando necessário, garantindo a integralidade e a continuidade do cuidado.
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