SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
A placenta é um órgão que produz vários hormônios que facultam um ambiente favorável para o desenvolvimento fetal intrauterino. No entanto, na produção dos esteroides sexuais, ela necessita da transformação da pregnenolona em sulfato de deidroepiandrosterona na glândula suprarrenal fetal, porque não possui a enzima
Placenta não possui 17-α hidroxilase → DHEA-S fetal essencial para síntese de estrogênios placentários.
A placenta é incapaz de sintetizar estrogênios a partir do colesterol por si só, pois não possui a enzima 17-α hidroxilase. Ela depende da glândula suprarrenal fetal para produzir precursores androgênicos, como o DHEA-S, que são então convertidos em estrogênios pela aromatase placentária, caracterizando a unidade fetoplacentária.
A gravidez é um estado de profunda adaptação hormonal, e a placenta desempenha um papel central na produção de hormônios esteroides que sustentam o desenvolvimento fetal e a manutenção da gestação. No entanto, a placenta não é um órgão autossuficiente na esteroidogênese completa. Ela forma uma 'unidade fetoplacentária' com o feto, onde ambos os organismos colaboram na síntese hormonal. Especificamente na produção de estrogênios, a placenta tem uma deficiência enzimática crucial: ela não possui a enzima 17-α hidroxilase (também conhecida como P450c17). Esta enzima é essencial para converter a pregnenolona em 17-hidroxipregnenolona e a progesterona em 17-hidroxiprogesterona, etapas intermediárias necessárias para a síntese de androgênios e, consequentemente, de estrogênios. Devido a essa ausência, a placenta depende do feto para obter os precursores androgênicos. A glândula suprarrenal fetal, por sua vez, é rica em 17-α hidroxilase e produz grandes quantidades de sulfato de deidroepiandrosterona (DHEA-S). Este DHEA-S fetal é então transportado para a placenta, onde é dessulfatado e convertido em androstenediona e testosterona, que são finalmente aromatizados em estrogênios (estrona e estradiol) e, principalmente, estriol pela enzima aromatase placentária. Essa interdependência é um exemplo fascinante da complexidade fisiológica da gravidez e um ponto frequentemente abordado em provas de residência.
A unidade fetoplacentária é essencial para a produção de estrogênios durante a gravidez. A placenta não possui a enzima 17-α hidroxilase, dependendo do feto para a síntese de precursores androgênicos, como o DHEA-S, que são então convertidos em estrogênios pela aromatase placentária.
A placenta não consegue sintetizar estrogênios diretamente do colesterol porque lhe falta a enzima 17-α hidroxilase (também conhecida como P450c17), que é necessária para converter a pregnenolona e a progesterona em seus derivados 17-hidroxilados, precursores dos androgênios.
O DHEA-S fetal é um precursor androgênico crucial. Ele é produzido pela glândula suprarrenal fetal e transportado para a placenta, onde é aromatizado em estrogênios (principalmente estriol). Esses estrogênios são vitais para a manutenção da gravidez e o desenvolvimento fetal.
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