HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Paciente, 55 anos, sexo feminino, apresenta-se em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de edema nos membros inferiores, que se iniciou após o uso de um medicamento para controle da pressão arterial. O medicamento mais provavelmente associado a este sintoma é:
Anlodipino (bloqueador de canal de cálcio) → edema de membros inferiores por vasodilatação arterial.
O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, causa vasodilatação arterial periférica, levando a um desequilíbrio entre a pré e pós-capilar. Isso resulta em aumento da pressão hidrostática capilar e extravasamento de fluido para o interstício, manifestando-se como edema de membros inferiores.
O tratamento da hipertensão arterial é um pilar fundamental na prática médica, e o conhecimento dos efeitos adversos dos medicamentos é essencial para a segurança do paciente e a adesão ao tratamento. Os bloqueadores de canal de cálcio (BCC) diidropiridínicos, como o anlodipino, são amplamente utilizados devido à sua eficácia e perfil de segurança geral. No entanto, o edema de membros inferiores é um efeito adverso comum e dose-dependente do anlodipino, que pode levar à interrupção do tratamento. Este edema não é causado por retenção de sódio e água, mas sim por um mecanismo de vasodilatação arterial periférica. A vasodilatação preferencial das arteríolas pré-capilares, sem uma vasodilatação correspondente nas vênulas pós-capilares, aumenta a pressão hidrostática nos capilares, promovendo o extravasamento de fluido para o espaço intersticial. O manejo do edema pode incluir a redução da dose, a associação com um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), que promovem vasodilatação venosa e arterial, ou a substituição por outra classe de anti-hipertensivos. É importante diferenciar este edema de outras causas, como insuficiência cardíaca ou venosa, para garantir a conduta correta.
O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, causa vasodilatação preferencial das arteríolas pré-capilares, aumentando a pressão hidrostática capilar e favorecendo o extravasamento de fluido para o interstício, resultando em edema.
O edema por anlodipino é tipicamente bilateral, simétrico, mole, indolor e piora com a posição ortostática. A história de início após o uso do medicamento é crucial, e a ausência de sinais de insuficiência cardíaca ou renal ajuda no diagnóstico diferencial.
A redução da dose de anlodipino, a associação com um inibidor da ECA ou um BRA (que causam vasodilatação venosa e arterial, reequilibrando as pressões capilares) ou a troca por outra classe de anti-hipertensivos podem ajudar a minimizar o edema.
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