Dengue em UBS: Manejo de Surto e Controle do Vetor

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Em uma UBS, no verão, vários pacientes apresentam sintomas de dengue (febre alta, manchas vermelhas no corpo, dor muscular e nas articulações). Diante dessa situação, a medida correta é:

Alternativas

  1. A) montar hospital de campanha para realizar hidratação e tratamento precoce dos pacientes que apresentem sintomas e encaminhar os casos graves para atendimento hospitalar em unidades que possuam centro de terapia intensiva (CTI).
  2. B) aumentar o número de médicos para o atendimento dos pacientes, identificar pacientes com sintomas graves para encaminhamento à internação e dar tratamento sintomático aos pacientes estáveis ou pouco sintomáticos.
  3. C) usar o Mapa Vivo para localizar os focos da doença de modo a combater o mosquito transmissor, além de detectar e encaminhar os doentes graves para tratamento hospitalar e dar tratamento sintomático aos demais.
  4. D) iniciar medicação específica para dengue em todos os pacientes com sintomas iniciais e encaminhar para internação os sintomáticos graves, além de fazer hidratação venosa em todos os pacientes.

Pérola Clínica

Surto de Dengue em UBS → Combate ao vetor + Identificação/encaminhamento graves + Tratamento sintomático.

Resumo-Chave

Em surtos de dengue, a abordagem em UBS deve ser multifacetada: combater o vetor (Aedes aegypti) usando ferramentas como o Mapa Vivo, identificar e encaminhar rapidamente os casos graves para internação hospitalar, e fornecer tratamento sintomático e hidratação adequada para os pacientes estáveis ou pouco sintomáticos.

Contexto Educacional

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, representando um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Em períodos de verão, a incidência tende a aumentar devido às condições climáticas favoráveis à proliferação do vetor. Os sintomas clássicos incluem febre alta, mialgia, artralgia, cefaleia e exantema, mas a doença pode evoluir para formas graves com sangramentos e choque. O manejo da dengue em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) durante um surto exige uma abordagem integrada. É fundamental que a equipe esteja preparada para identificar rapidamente os casos, classificar o risco (A, B, C, D) e iniciar a hidratação oral ou venosa conforme a necessidade. Pacientes com sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, hipotensão postural) devem ser prontamente encaminhados para atendimento hospitalar com capacidade de terapia intensiva. Além do tratamento individual, a UBS desempenha um papel crucial na vigilância epidemiológica e no controle do vetor. Isso inclui a notificação compulsória dos casos, a educação da população sobre a eliminação de focos do mosquito e a colaboração com as equipes de saúde ambiental para ações de combate ao Aedes aegypti, utilizando ferramentas como o "Mapa Vivo" para identificar áreas de maior risco e direcionar as intervenções. A medicação específica para dengue não existe, o tratamento é sintomático e de suporte.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue incluem febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, prostração, e manchas vermelhas na pele.

Qual a conduta inicial para pacientes com dengue em UBS?

A conduta inicial envolve hidratação oral abundante, tratamento sintomático (analgésicos e antitérmicos, evitando AINEs), e monitoramento rigoroso para identificar sinais de alarme que indiquem gravidade e necessidade de internação.

Como a UBS pode atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti?

A UBS pode atuar na educação da comunidade sobre a eliminação de focos de água parada, na notificação de casos para vigilância epidemiológica e, em alguns contextos, na utilização de ferramentas como o Mapa Vivo para direcionar ações de controle vetorial.

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