Partograma: Diagnóstico do Período Pélvico Prolongado

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente, 32 anos, primeira gestação, com 38 semanas, admitida em trabalho de parto, teve seu registro de evolução de parto conforme o seguinte partograma. Qual o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Parada secundária de descida.
  2. B) Fase ativa prolongada.
  3. C) Parada secundária de dilatação.
  4. D) Período pélvico prolongado.

Pérola Clínica

Partograma: período pélvico prolongado = falha na descida fetal na fase ativa do 2º estágio do TP.

Resumo-Chave

O período pélvico prolongado refere-se à falha na progressão da descida da apresentação fetal durante o segundo estágio do trabalho de parto, após a dilatação cervical estar completa, sendo uma distocia comum.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento da evolução do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de distocias e a tomada de decisões clínicas oportunas. A interpretação correta do partograma é crucial para a segurança materno-fetal e é um tópico frequente em provas de residência. A questão aborda o diagnóstico de uma distocia com base na evolução do parto. O 'período pélvico prolongado' refere-se especificamente ao segundo estágio do trabalho de parto, que começa com a dilatação cervical completa (10 cm) e termina com o nascimento do bebê. Este período é caracterizado pela descida e rotação da apresentação fetal. Um período pélvico prolongado é diagnosticado quando a duração do segundo estágio excede os limites considerados normais, que são tipicamente 3 horas para primigestas com anestesia regional (ou 2 horas sem) e 2 horas para multíparas com anestesia (ou 1 hora sem). É importante diferenciar o período pélvico prolongado de outras distocias. A 'fase ativa prolongada' ocorre no primeiro estágio do trabalho de parto, caracterizada por uma dilatação cervical lenta. A 'parada secundária de dilatação' também ocorre no primeiro estágio, quando não há mudança na dilatação cervical por um período prolongado. A 'parada secundária de descida' é um termo mais específico que se enquadra dentro do período pélvico prolongado, indicando a ausência de progressão da descida fetal. A alternativa D, 'Período pélvico prolongado', é a descrição mais abrangente e correta para a situação de falha na progressão no segundo estágio do trabalho de parto.

Perguntas Frequentes

O que é o período pélvico prolongado no partograma?

O período pélvico prolongado, também conhecido como segundo estágio prolongado, ocorre quando há uma falha na progressão da descida da apresentação fetal ou na rotação, após a dilatação cervical estar completa (10 cm).

Quais são os critérios para diagnosticar um período pélvico prolongado?

Em primigestas, é diagnosticado quando o segundo estágio do trabalho de parto excede 3 horas com anestesia regional ou 2 horas sem anestesia regional. Em multíparas, os limites são 2 horas com anestesia ou 1 hora sem.

Quais são as possíveis causas de um período pélvico prolongado?

As causas incluem desproporção céfalo-pélvica, má posição fetal (ex: occipitoposterior), contrações uterinas inadequadas, exaustão materna e uso excessivo de anestesia regional, que podem dificultar a progressão.

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