UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Uma mulher de 60 anos, submetida a quadrantectomia por câncer de mama, faz uso de tamoxifeno. Qual das situações é a mais provável de ser um efeito colateral do uso dessa medicação?
Tamoxifeno → ↑ risco de pólipo e hiperplasia endometrial devido à sua ação agonista parcial no endométrio.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), age como antiestrogênio na mama, mas como agonista parcial no endométrio e osso. Essa ação agonista no endométrio aumenta o risco de pólipos, hiperplasia e, mais raramente, câncer endometrial, exigindo monitoramento.
O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) amplamente utilizado na terapia adjuvante do câncer de mama hormônio-sensível, tanto em pré quanto pós-menopausa. Sua importância reside na redução significativa da recorrência da doença e da mortalidade. É crucial para o residente compreender seu mecanismo de ação dual: antiestrogênico na mama e agonista parcial em outros tecidos, como o endométrio e o osso. A ação agonista estrogênica no endométrio é responsável por alguns dos efeitos colaterais mais importantes, como o aumento do risco de pólipos endometriais, hiperplasia e, em menor grau, câncer endometrial. Por outro lado, sua ação agonista no osso pode ser benéfica, ajudando a manter a densidade óssea em mulheres pós-menopausa. Outros efeitos adversos incluem fogachos, suores noturnos e um risco aumentado de eventos tromboembólicos. Para a prática clínica e provas, é fundamental saber identificar e manejar esses efeitos. O monitoramento de pacientes em uso de tamoxifeno deve incluir a investigação de qualquer sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal pode ser útil para avaliar o espessamento endometrial, mas a biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de hiperplasia ou câncer. A compreensão desses aspectos permite uma conduta segura e eficaz no tratamento adjuvante do câncer de mama.
Os efeitos colaterais do tamoxifeno incluem fogachos, suores noturnos, alterações de humor, risco aumentado de tromboembolismo e, no endométrio, pólipos, hiperplasia e câncer endometrial.
O tamoxifeno atua como um agonista parcial do receptor de estrogênio no endométrio, estimulando a proliferação celular e aumentando o risco de pólipos e hiperplasia endometrial, diferentemente de sua ação na mama.
Pacientes em uso de tamoxifeno devem ser monitoradas para sangramento uterino anormal. Ultrassonografia transvaginal pode ser realizada para avaliar o endométrio, e biópsia endometrial é indicada em caso de espessamento ou sangramento.
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