ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma mulher de 38 anos queixa-se da presença de um nódulo tireoidiano, detectado em uma ultrassonografia de rotina. Quando da anamnese e exame físico, não apresenta sintomas relacionados à hiperfunção ou hipofunção da tireoide. Não há dor, dificuldade para engolir ou alterações na voz. A palpação da tireoide não revela nenhuma anormalidade. A ultrassonografia confirma a presença de um nódulo tireoidiano solitário de 2 cm de diâmetro, com classificação TIRADS IV. Diante desse quadro, a conduta propedêutica mais apropriada é:
Nódulo TI-RADS 4 ≥ 1,5 cm → PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina).
Nódulos tireoidianos com características ultrassonográficas de suspeita moderada (TI-RADS 4) e tamanho superior a 1,5 cm exigem avaliação citológica.
A avaliação de nódulos tireoidianos começa com a anamnese, exame físico e dosagem de TSH. Se o TSH for normal ou elevado, a ultrassonografia é a ferramenta principal para estratificação de risco. O sistema TI-RADS padroniza essa avaliação, evitando biópsias desnecessárias em nódulos benignos. No caso de um nódulo de 2 cm classificado como TI-RADS 4, a probabilidade de malignidade justifica a investigação citológica via PAAF. O resultado da PAAF será então classificado pelo sistema Bethesda, que orientará se a conduta final será observação, repetição da punção ou encaminhamento cirúrgico.
O ACR TI-RADS é um sistema de pontuação baseado em características ultrassonográficas (composição, ecogenicidade, forma, margem e focos ecogênicos). A categoria 4 indica um nódulo moderadamente suspeito para malignidade (risco de 5% a 20%).
De acordo com as diretrizes do ACR (American College of Radiology), nódulos TI-RADS 4 devem ser submetidos à PAAF se tiverem ≥ 1,5 cm. Se tiverem entre 1,0 e 1,4 cm, o acompanhamento ultrassonográfico é uma opção aceitável.
A cintilografia só deve ser solicitada se o nível de TSH estiver baixo (tireotoxicose), para identificar se o nódulo é 'quente' (hiperfuncionante), o que reduz drasticamente a probabilidade de malignidade.
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