INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher de 33 anos procura atendimento médico, referindo ter notado há 3 meses, durante autoexame das mamas, nodulação no quadrante súperolateral da mama direita. Não notou aumento de volume ou de tamanho do nódulo durante esse tempo. Relata ter mais facilidade de identificar o nódulo no período que antecede a menstruação e nega outras queixas associadas. É tabagista (10 cigarros/dia), corre – 4 vezes por semana –, engravidou uma única vez (parto normal, há dois anos), amamentou por 6 meses, faz uso de DIU de cobre, com boa adaptação. Sua menarca foi aos 11 anos, sexarca aos 18 anos, possui ciclos regulares (5-28), sua última menstruação foi há 15 dias. Relata história familiar de câncer de ovário (tia materna aos 47 anos) e de câncer de mama (sua mãe aos 42 anos).Ao exame físico, observa-se nódulo palpável em quadrante súperolateral da mama direita, com cerca de 3 cm; móvel, com consistência macia e limites definidos; sem outros achados.O ultrassom de mamas e axilas, realizado 20 dias após a consulta, revelou BIRADS 2 — observada lesão anecóica circunscrita, com reforço acústico posterior, sem septações, sem fluxo ao Doppler, em quadrante súperolateral da mama direita, medindo 2 cm em seu maior diâmetro.Nesse caso, conforme as recomendações do Ministério da Saúde, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta adequada?
Nódulo mamário palpável, móvel, macio, com USG BIRADS 2 (cisto simples) → Benigno, tranquilizar, orientar sobre tabagismo.
Um nódulo mamário palpável com características benignas ao exame físico (móvel, macio, limites definidos) e ultrassonografia classificada como BIRADS 2 (lesão cística simples, anecóica, com reforço acústico posterior, sem septações ou fluxo) é altamente sugestivo de cisto de mama. Nesses casos, a conduta adequada é tranquilizar a paciente sobre a natureza benigna da lesão e oferecer orientações gerais de saúde, como a cessação do tabagismo.
A avaliação de nódulos mamários é uma parte fundamental da prática médica, e a maioria dos nódulos palpáveis é benigna. Cistos de mama são lesões benignas muito comuns, especialmente em mulheres jovens e perimenopausa, e frequentemente associados a alterações fibrocísticas. A ultrassonografia é o método de imagem de escolha para caracterizar nódulos em mamas densas, como as de mulheres jovens. A classificação BIRADS é uma ferramenta padronizada para comunicar os achados de imagem e guiar a conduta, sendo BIRADS 2 um indicativo claro de benignidade. É importante orientar a paciente sobre a natureza benigna da lesão e desmistificar o autoexame como ferramenta de rastreamento primário, focando na importância do rastreamento clínico e mamográfico conforme a idade e fatores de risco.
Nódulos mamários benignos geralmente são móveis, de consistência macia ou elástica, com limites bem definidos e podem variar de tamanho com o ciclo menstrual. Ao ultrassom, cistos simples são anecóicos, com reforço acústico posterior, sem septações ou fluxo ao Doppler, classificando-se como BIRADS 2.
BIRADS 2 significa que o achado é definitivamente benigno. Não há evidência de malignidade, e a lesão não requer acompanhamento adicional além do rastreamento de rotina. É uma classificação que tranquiliza a paciente e o médico sobre a natureza não cancerosa da lesão.
O autoexame das mamas é uma ferramenta de autoconhecimento e não é considerado um método de rastreamento primário para câncer de mama, mas pode ajudar a mulher a conhecer seu corpo e identificar alterações. No entanto, o rastreamento eficaz é feito por mamografia e, em alguns casos, ultrassonografia ou ressonância magnética, conforme as diretrizes médicas.
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