INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016
Uma mulher, primigesta, com 21 anos de idade e 38 semanas de idade gestacional, entra em trabalho de parto. O exame realizado quando a paciente foi admitida no hospital, mostrou que não há alterações sistêmicas; altura uterina = 34 cm; dinâmica uterina = 4 contrações de 45 segundos em 10 minutos; apresentação cefálica; frequência cardíaca fetal = 144 bpm, com aceleração transitória presente. Ao toque vaginal, detectou-se colo uterino dilatado para 4 cm, fino e anteriorizado. A evolução é apresentada no partograma ilustrado abaixo: A situação descrita e a análise do partograma acima, indicam a ocorrência de:
Dilatação e descida acompanhando as linhas de alerta e ação no partograma = Evolução normal do parto.
O partograma é a representação gráfica do trabalho de parto; uma evolução onde a dilatação progride à esquerda da linha de alerta caracteriza um parto eutócico.
O partograma é uma ferramenta visual essencial recomendada pela OMS para monitorar o trabalho de parto. Ele permite a detecção precoce de distocias (como fase ativa prolongada, parada secundária da dilatação ou descida e parto precipitado). No caso de uma primigesta com dinâmica adequada e dilatação progredindo conforme o esperado, a conduta é a observação e o suporte humanizado.
A evolução normal (parto eutócico) é caracterizada por uma dilatação cervical progressiva (geralmente ≥ 1 cm/hora na fase ativa) e descida da apresentação fetal que se mantêm à esquerda da 'linha de alerta'. A dinâmica uterina deve ser eficaz (3 a 5 contrações em 10 minutos) e os batimentos cardíacos fetais devem permanecer normais, sem sinais de sofrimento.
A linha de alerta é traçada a partir do início da fase ativa (4 cm de dilatação). A linha de ação é traçada paralelamente à de alerta, geralmente 4 horas à direita desta. Se a curva de dilatação cruza a linha de alerta, o obstetra deve reavaliar a paciente e considerar intervenções. Se cruzar a linha de ação, condutas ativas (amniotomia, ocitocina ou cesárea) são frequentemente necessárias.
A parada secundária da dilatação ocorre quando a dilatação cervical permanece a mesma em dois exames de toque sucessivos com intervalo de pelo menos 2 horas, em uma paciente que já estava na fase ativa do parto. Isso difere da evolução normal, onde a curva de dilatação é ascendente e constante.
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