HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Uma mulher de 65 anos apresenta osteopenia. Nesse caso:I. A osteopenia pode ser um resultado da taxa elevada de perda óssea na pós-menopausa.II. O hipoestrogenismo não tem impacto na saúde óssea.III. A densitometria óssea deve ser realizada em pacientes com mais de 45 anos.Das proposições acima:
Osteopenia pós-menopausa → ↑ perda óssea devido ao ↓ estrogênio.
A osteopenia na pós-menopausa é comum devido à queda dos níveis de estrogênio, que tem um papel protetor no metabolismo ósseo. O hipoestrogenismo aumenta a reabsorção óssea, levando à perda de massa óssea e maior risco de osteoporose e fraturas.
A osteopenia é uma condição caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea (DMO), sendo um estágio intermediário entre o osso normal e a osteoporose. É particularmente prevalente em mulheres na pós-menopausa, devido às alterações hormonais que ocorrem nesse período. A compreensão da fisiopatologia e das indicações de rastreamento é crucial para a prevenção de fraturas e o manejo adequado. O hipoestrogenismo, que se instala após a menopausa, é o principal fator etiológico para a perda óssea acelerada. O estrogênio desempenha um papel protetor no metabolismo ósseo, inibindo a reabsorção óssea pelos osteoclastos e promovendo a formação óssea. Sua deficiência leva a um desequilíbrio, com predomínio da reabsorção, resultando em perda de massa óssea e aumento do risco de osteopenia e, posteriormente, osteoporose. A densitometria óssea (DXA) é o padrão-ouro para o diagnóstico de osteopenia e osteoporose. As diretrizes atuais recomendam o rastreamento para todas as mulheres a partir dos 65 anos de idade. Para mulheres mais jovens na pós-menopausa (entre 50 e 64 anos), a DXA é indicada se houver fatores de risco adicionais para fraturas, como baixo peso corporal, fratura prévia de fragilidade, uso de glicocorticoides, tabagismo ou história familiar de osteoporose.
O principal mecanismo é a deficiência de estrogênio, que leva a um aumento da atividade osteoclástica (reabsorção óssea) e uma diminuição da formação óssea pelos osteoblastos, resultando em um balanço negativo e perda de massa óssea.
A densitometria óssea é recomendada para todas as mulheres a partir dos 65 anos de idade. Em mulheres mais jovens (pós-menopausa < 65 anos), é indicada na presença de fatores de risco para osteoporose, como fratura prévia, baixo peso, uso de glicocorticoides, tabagismo, entre outros.
Osteopenia é a redução da densidade mineral óssea (DMO) que é menor que o normal, mas não tão grave quanto a osteoporose. A osteoporose é uma condição mais avançada, caracterizada por DMO significativamente reduzida e maior risco de fraturas.
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