FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
Uma mulher moradora de rua da grande São Paulo foi resgatada para uma hospital após uma noite fria e verificação de que seu pé esquerdo está entorpecido e parecer como “morto”. Ao exame, o pé apresenta vesículas hemorrágicas distribuídas em toda região distal do pé até o tornozelo. O pé está frio e perdeu a sensibilidade à dor ou à temperatura. O pé direito está hiperemiado, mas não apresenta vesículas e sua sensibilidade está normal. O restante do exame físico está dentro da normalidade. Qual alternativa traz a afirmação correta em relação ao tratamento desse distúrbio?
Reaquecimento rápido de frostbite causa dor intensa → analgesia narcótica é essencial.
O reaquecimento rápido e ativo de uma extremidade congelada é a conduta inicial correta, mas é um processo extremamente doloroso devido à reperfusão tecidual. A dor intensa é esperada e requer analgesia potente, frequentemente com opioides, para garantir o conforto do paciente e a adesão ao tratamento.
O frostbite, ou pé congelado, é uma lesão tecidual causada pela exposição prolongada a temperaturas abaixo de zero, resultando na formação de cristais de gelo intracelulares e extracelulares, dano vascular e isquemia. A apresentação clínica varia de acordo com a profundidade da lesão, desde eritema e edema até vesículas hemorrágicas e necrose tecidual. É uma condição grave que pode levar à perda de membros se não for tratada adequadamente. O tratamento inicial do frostbite envolve o reaquecimento rápido da área afetada. Isso deve ser feito imergindo a extremidade em água morna (37-39°C) por 15 a 30 minutos, o que ajuda a restaurar o fluxo sanguíneo e a limitar o dano. É crucial que o reaquecimento seja feito de forma controlada e em ambiente hospitalar, se possível. Durante este processo, a dor é uma característica proeminente e esperada devido à reperfusão tecidual e à liberação de mediadores inflamatórios, exigindo analgesia potente, frequentemente com opioides. Outras medidas de tratamento incluem o desbridamento de bolhas claras (bolhas hemorrágicas devem ser deixadas intactas), profilaxia antitetânica, e o uso de anti-inflamatórios não esteroides. A heparina não demonstrou melhora consistente nos desfechos em estudos clínicos para frostbite. A amputação é uma medida de último recurso e só deve ser considerada após a demarcação completa do tecido necrótico, o que pode levar semanas ou meses. A sensação normal raramente retorna totalmente em casos de frostbite grave, e sequelas como hipersensibilidade ao frio e neuropatia são comuns.
O reaquecimento ativo e rápido é crucial para minimizar o dano tecidual, restaurando a circulação e prevenindo a progressão da isquemia. Deve ser feito em água morna (37-39°C) por 15-30 minutos, até que a pele fique flexível e corada.
A dor intensa durante o reaquecimento é causada pela reperfusão dos tecidos isquêmicos e pela liberação de mediadores inflamatórios. É um processo esperado e indica que a circulação está sendo restabelecida, exigindo analgesia potente, como opioides.
Sinais de frostbite grave incluem vesículas hemorrágicas, pele cianótica ou preta, perda completa de sensibilidade e ausência de retorno capilar. A amputação é considerada apenas após a demarcação clara do tecido necrótico, geralmente semanas após a lesão, nunca de forma imediata.
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