Osteopenia e Osteoporose: Tratamento com Bifosfonatos

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023

Enunciado

Uma mulher de 62 anos, histerectomizada por miomatose uterina, procura o ginecologista com resultado de uma densitometria óssea que evidencia T-score= -2,3 DP de colo de fêmur. Refere que a mãe teve fratura de fêmur aos 72 anos, evoluindo com óbito por tromboembolismo pulmonar no sétimo dia de internação. Neste caso o melhor tratamento é:

Alternativas

  1. A) Estrogênio.
  2. B) Bifosfonato.
  3. C) Estrogênio e progesterona.
  4. D) Cálcio e vitamina D.

Pérola Clínica

T-score entre -1,0 e -2,5 DP = osteopenia. T-score ≤ -2,5 DP = osteoporose.

Resumo-Chave

A paciente apresenta osteopenia (T-score -2,3 DP) e múltiplos fatores de risco para osteoporose e fratura (idade, história familiar de fratura de fêmur). Nesses casos, o tratamento com bifosfonatos é a primeira linha para prevenir a progressão para osteoporose e reduzir o risco de fraturas.

Contexto Educacional

A osteopenia é uma condição caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea (DMO), com um T-score entre -1,0 e -2,5 desvios-padrão na densitometria óssea. Embora não seja osteoporose, indica um risco aumentado de progressão para osteoporose e de fraturas. A osteoporose, por sua vez, é definida por um T-score ≤ -2,5 DP e representa uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e da suscetibilidade a fraturas. A paciente apresenta osteopenia e múltiplos fatores de risco para fratura por fragilidade, incluindo idade (62 anos) e história familiar de fratura de fêmur em mãe idosa, o que aumenta significativamente seu risco. A histerectomia prévia, embora por miomatose, pode indicar menopausa e, consequentemente, deficiência estrogênica, contribuindo para a perda óssea. Nesse cenário, o tratamento não se limita apenas à suplementação de cálcio e vitamina D, que são medidas de suporte. A indicação é de terapia farmacológica para prevenir a progressão da perda óssea e reduzir o risco de fraturas. Os bifosfonatos são a primeira linha de tratamento para osteopenia com alto risco de fratura ou osteoporose estabelecida, devido à sua eficácia em inibir a reabsorção óssea e aumentar a DMO. A terapia de reposição hormonal (estrogênio e progesterona) não é a primeira escolha devido a potenciais riscos cardiovasculares e de câncer, sendo reservada para casos selecionados.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre osteopenia e osteoporose no T-score?

Osteopenia é definida por um T-score entre -1,0 e -2,5 desvios-padrão na densitometria óssea. Osteoporose é diagnosticada quando o T-score é igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão.

Quando iniciar o tratamento farmacológico para osteopenia?

O tratamento farmacológico para osteopenia é indicado quando há fatores de risco adicionais para fratura, como idade avançada, história prévia de fratura por fragilidade, história familiar de fratura de quadril ou uso de medicamentos que afetam a densidade óssea.

Por que os bifosfonatos são a primeira linha de tratamento para osteoporose?

Os bifosfonatos são a primeira linha devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas vertebrais e não vertebrais, seu perfil de segurança bem estabelecido e sua capacidade de inibir a reabsorção óssea, aumentando a densidade mineral óssea.

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