LSIL em Mulheres Jovens: Conduta Segundo o MS

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 23 anos de idade, II gesta e II partos normais, menarca aos 12 anos e coitarca aos 14 anos, com parceiro sexual fixo, sem doenças associadas, sem antecedentes de morbidades ginecológicas relevantes, não tabagista, apresenta-se na unidade básica de saúde com resultado de colpocitologia oncótica, mostrando uma lesão intraepitelial cervical de baixo grau (LSIL). Seguindo o protocolo do Ministério da Saúde vigente, o próximo passo é:

Alternativas

  1. A) Encaminhar a paciente para retorno em 03 anos para coleta de nova colpocitologia oncótica.
  2. B) Encaminhar a paciente para realização de colposcopia com biópsia dirigida, em serviço de atenção secundária
  3. C) Encaminhar a paciente para realização de cirurgia de conização em serviço de atenção secundária.
  4. D) Encaminhar a paciente para realização de histerectomia total em serviço de atenção terciária.

Pérola Clínica

Mulher < 25 anos com LSIL → repetir colpocitologia em 3 anos (protocolo MS).

Resumo-Chave

Em mulheres jovens (< 25 anos) com LSIL, a conduta expectante com repetição da colpocitologia em 3 anos é a recomendação do Ministério da Saúde, devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão e à baixa probabilidade de progressão para câncer invasivo.

Contexto Educacional

A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LSIL) é um achado comum na colpocitologia oncótica, frequentemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento do câncer de colo uterino e a conduta frente a resultados alterados são guiados por protocolos específicos, como os do Ministério da Saúde do Brasil, que consideram a idade da paciente e a persistência da lesão. Em mulheres jovens, especialmente abaixo de 25 anos, a infecção por HPV e as lesões de baixo grau (LSIL) apresentam uma alta taxa de regressão espontânea, com baixa probabilidade de progressão para lesões de alto grau ou câncer invasivo. Por essa razão, o protocolo do Ministério da Saúde preconiza uma conduta expectante para LSIL nessa faixa etária, com a repetição da colpocitologia oncótica em três anos. Essa abordagem visa evitar intervenções desnecessárias que podem gerar ansiedade, custos e, em alguns casos, complicações como incompetência istmocervical em futuras gestações. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados com os protocolos vigentes para garantir o manejo adequado e baseado em evidências das alterações citopatológicas cervicais.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para LSIL em mulheres com mais de 25 anos?

Para mulheres com 25 anos ou mais com LSIL, o protocolo do Ministério da Saúde recomenda a repetição da colpocitologia em 6 meses. Se persistir LSIL ou ASC-US, encaminha-se para colposcopia.

O que significa LSIL na colpocitologia oncótica?

LSIL (Low-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica uma lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, que geralmente corresponde à infecção por HPV e/ou NIC 1 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1).

Por que a conduta é diferente para mulheres jovens com LSIL?

Em mulheres jovens, especialmente abaixo de 25 anos, a infecção por HPV e as lesões de baixo grau (LSIL) têm alta taxa de regressão espontânea. A intervenção precoce pode ser desnecessária e causar ansiedade ou complicações obstétricas futuras.

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