Eclâmpsia: Principal Causa de Mortalidade Materna

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher de 19 anos, G2P1C1A0 com 37 semanas de gestação, chega à maternidade com queixa de cefaleia importante, dor em terço superior do abdome e percepção de escotomas cintilantes, sendo diagnosticada como pré-eclâmpsia grave e/ou eclâmpsia iminente com base na sua medida de pressão arterial, que é de 180 x 100 mmHg e proteinúria de 3+ medida por tira reagente. A paciente recebe sulfato de magnésio, e desenvolve rubor e fadiga. Ela pergunta sobre a necessidade do sulfato de magnésio e o médico explica que é para prevenir convulsões que podem complicar a pré-eclâmpsia e até causar morte. A paciente pergunta como as convulsões associadas à pré-eclâmpsia podem causar a morte. Qual das alternativas abaixo é o mecanismo mais comum?

Alternativas

  1. A) Infarto do miocárdio.
  2. B) Anormalidades hidroeletrolíticas.
  3. C) Hemorragia intracerebral.
  4. D) Aspiração brônquica de secreção laríngeas.
  5. E) Insuficiência hepática aguda.

Pérola Clínica

Eclâmpsia → Convulsões podem levar à morte materna, sendo a hemorragia intracerebral a causa mais comum.

Resumo-Chave

A eclâmpsia, caracterizada por convulsões em gestantes com pré-eclâmpsia, é uma emergência obstétrica grave. A principal causa de mortalidade materna associada a essas convulsões é a hemorragia intracerebral, devido à hipertensão descontrolada e disfunção endotelial que fragilizam os vasos cerebrais. O sulfato de magnésio é crucial para a prevenção e tratamento das convulsões.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia grave e a eclâmpsia representam um espectro de doenças hipertensivas da gestação que são causas importantes de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A eclâmpsia, definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, é uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo imediatos. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e aumento da permeabilidade vascular, levando a hipertensão e danos a órgãos-alvo. As convulsões eclâmpticas são o evento mais dramático da doença e, embora o sulfato de magnésio seja altamente eficaz na sua prevenção e tratamento, as complicações podem ser fatais. A causa mais comum de morte materna associada à eclâmpsia é a hemorragia intracerebral. Isso ocorre devido à hipertensão arterial severa e descontrolada que danifica os vasos cerebrais, resultando em ruptura e sangramento, além da disfunção da autorregulação cerebral. Outras causas de mortalidade incluem edema pulmonar, insuficiência renal e síndrome HELLP. O manejo da eclâmpsia foca na interrupção da gestação, controle da pressão arterial e prevenção/tratamento das convulsões com sulfato de magnésio. O residente deve estar apto a identificar os sinais de pré-eclâmpsia grave, iniciar o tratamento adequado e monitorar as complicações, com especial atenção à prevenção e reconhecimento precoce da hemorragia intracerebral, que é a complicação mais letal.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta de eclâmpsia iminente?

Sinais de alerta incluem cefaleia intensa, distúrbios visuais (escotomas cintilantes, diplopia), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, hiperreflexia e alteração do estado mental.

Por que o sulfato de magnésio é usado na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha para prevenir e tratar as convulsões eclâmpticas, agindo como um neuroprotetor e vasodilatador cerebral.

Quais outras complicações graves podem ocorrer na eclâmpsia?

Além da hemorragia intracerebral, outras complicações incluem edema pulmonar, insuficiência renal aguda, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta e coagulopatia.

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