CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Uma mulher de 24 anos de idade, G2P0A1, no decorrer de 41 semanas de gestação, encontrase em fase ativa do trabalho de parto, está fazendo força, mas sem progresso. O desenvolvimento do trabalho de parto está caracterizado no partograma abaixo. A análise adequada do caso clínico é:
Partograma com parada secundária da dilatação → distocia de trabalho de parto, causa mais comum é desproporção céfalo-pélvica.
A análise do partograma é essencial para identificar distocias do trabalho de parto. Uma parada secundária da dilatação, onde a dilatação cervical não progride por um período definido na fase ativa, indica uma evolução anormal, sendo a desproporção céfalo-pélvica a causa mais frequente.
O partograma é uma ferramenta gráfica fundamental para o monitoramento da evolução do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de distocias e a tomada de decisões clínicas oportunas. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, as contrações uterinas e outros parâmetros maternos e fetais ao longo do tempo, sendo crucial para a segurança materno-fetal. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por uma dilatação cervical mais rápida, e sua progressão é crucial. Distocias podem ocorrer por problemas relacionados ao "poder" (contrações), "passagem" (pelve materna) ou "passageiro" (feto). A parada secundária da dilatação é uma distocia comum, definida pela ausência de progressão da dilatação cervical por um período de tempo específico (geralmente 2 horas ou mais, dependendo da paridade e das diretrizes). A causa mais frequente de parada secundária da dilatação é a desproporção céfalo-pélvica (DCP), onde a cabeça fetal é muito grande ou a pelve materna é muito pequena para permitir a passagem. Outras causas incluem contrações uterinas ineficazes e malposições fetais. O manejo da distocia depende da causa, podendo envolver ocitocina para contrações ineficazes ou, em casos de DCP confirmada, a indicação de cesariana. O uso de fórcipe sem resolver a causa subjacente pode ser inadequado e perigoso, aumentando os riscos para mãe e feto.
A parada secundária da dilatação é caracterizada pela ausência de mudança na dilatação cervical por um período de 2 horas ou mais na fase ativa do trabalho de parto, apesar de contrações uterinas adequadas, indicando uma falha na progressão.
As principais causas de distocia são as anomalias das '3 P's': Poder (contrações uterinas ineficazes), Passagem (desproporção céfalo-pélvica ou anomalias pélvicas) e Passageiro (anomalias de apresentação, posição ou tamanho fetal), que impedem a progressão normal.
A desproporção céfalo-pélvica deve ser suspeitada quando há uma parada na progressão da dilatação ou da descida da apresentação fetal, apesar de contrações uterinas adequadas, e o feto não se encaixa na pelve materna, exigindo avaliação cuidadosa.
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