HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Uma mulher de 34 anos de idade foi operada por colecistite aguda. No intraoperatório, a colangiografia mostrou coledocolítiase, tratada com exploração e retirada de dois cálculos com Fogarty. Foi deixado dreno de Kehr. Está no 2º pós-operatório, com boa aceitação alimentar, deambulando, afebril e anictérica. O débito do dreno foi 300 mL de secreção biliosa em 24 horas. A conduta, neste momento, deve ser
Dreno de Kehr no 2º PO com débito bilioso normal e paciente estável → monitorização clínica.
No pós-operatório de exploração de via biliar com dreno de Kehr, um débito bilioso de 300 mL em 24 horas no 2º PO, sem sinais de complicação (febre, icterícia, dor), é considerado fisiológico. A conduta inicial é a monitorização clínica, aguardando a maturação do trajeto fistuloso para posterior colangiografia e retirada.
O dreno de Kehr é um tubo em T inserido na via biliar principal após exploração para coledocolitíase, com o objetivo de desviar a bile, descomprimir a via biliar e permitir a realização de colangiografias pós-operatórias. É uma prática comum, embora sua utilização tenha diminuído com o advento da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). No pós-operatório, é fundamental monitorar o débito do dreno. Um débito bilioso de até 300-500 mL nas primeiras 24-48 horas é considerado fisiológico, especialmente se o paciente estiver afebril, anictérico e sem sinais de peritonite. A presença de febre, icterícia, dor abdominal intensa ou débito purulento sugere complicações como fístula biliar, obstrução ou infecção. A colangiografia pelo Kehr geralmente é realizada entre o 7º e o 10º dia de pós-operatório, após a formação de um trajeto fistuloso maduro. Este exame avalia a patência da via biliar, a presença de cálculos residuais e a ausência de extravasamento. A retirada do dreno é feita após a confirmação de uma via biliar pérvia e sem intercorrências.
O débito normal de um dreno de Kehr nas primeiras 24-48 horas de pós-operatório pode variar de 300 a 500 mL de secreção biliosa, sendo considerado fisiológico se o paciente estiver clinicamente estável.
A colangiografia pelo dreno de Kehr é geralmente indicada entre o 7º e o 10º dia de pós-operatório, após a formação de um trajeto fistuloso maduro, para avaliar a patência da via biliar e a ausência de cálculos residuais.
As principais complicações associadas ao dreno de Kehr incluem fístula biliar, obstrução do dreno, infecção (colangite), extravasamento de bile e, mais raramente, estenose da via biliar.
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