PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Uma mulher de 50 anos é encaminhada ao seu consultório com queixa de dificuldade progressiva ao engolir alguns sólidos e ocasionalmente, líquidos. Relata que isso vem piorando nos últimos 5 meses e está associado a desconforto torácico e regurgitação de alimentos não digeridos e nota uma perda de peso de 10 kg nos últimos 2 meses. Tem sido tratada com omeprazol diariamente, mas isso não parece estar melhorando seus sintomas. Ela parece saudável e seus sinais vitais estão normais. Dos exames listados, qual é o exame inicial mais adequado para o diagnóstico diferencial da disfagia desta paciente?
Disfagia progressiva + perda de peso + regurgitação → iniciar investigação com esofagograma para avaliar anatomia e motilidade esofágica.
A disfagia progressiva para sólidos e líquidos, associada a perda de peso e regurgitação, é um sinal de alarme que sugere patologia esofágica orgânica ou motora grave. O esofagograma é o exame inicial mais adequado para avaliar a anatomia do esôfago, identificar estenoses, massas ou distúrbios de motilidade como a acalasia, antes de procedimentos invasivos.
A disfagia, ou dificuldade para engolir, é um sintoma comum que pode indicar uma ampla gama de condições, desde benignas até malignas. A disfagia progressiva para sólidos e líquidos, especialmente quando associada a perda de peso significativa, regurgitação de alimentos não digeridos e dor torácica, é um sinal de alarme que exige investigação imediata para excluir causas graves como câncer de esôfago ou acalasia. A abordagem diagnóstica da disfagia deve ser sistemática. O esofagograma (estudo contrastado do esôfago) é frequentemente o exame inicial de escolha, pois permite visualizar a anatomia esofágica, identificar estenoses, massas, divertículos e avaliar a motilidade do órgão. Ele é particularmente útil para diagnosticar distúrbios motores como a acalasia, onde há falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse do corpo esofágico. Após o esofagograma, a endoscopia digestiva alta é geralmente indicada para biópsias de lesões suspeitas e avaliação mais detalhada da mucosa. Outros exames como a manometria esofágica e a ultrassonografia endoscópica podem ser necessários para refinar o diagnóstico e estadiamento. O tratamento dependerá da causa subjacente, podendo variar de dilatações endoscópicas a cirurgias, e o prognóstico está diretamente ligado ao diagnóstico e intervenção precoces.
Sinais de alarme para disfagia incluem perda de peso inexplicada, anemia, sangramento gastrointestinal, dor torácica persistente, odinofagia (dor ao engolir) e disfagia progressiva para sólidos e líquidos.
O esofagograma permite uma avaliação dinâmica da motilidade esofágica e da anatomia, identificando estenoses, divertículos, compressões extrínsecas e distúrbios motores como a acalasia, que podem ser subestimados ou perdidos na endoscopia inicial.
Condições graves que causam disfagia progressiva para sólidos e líquidos incluem acalasia, câncer de esôfago, estenoses pépticas ou cáusticas avançadas, e esclerodermia com envolvimento esofágico.
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