UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Uma mulher de 80 anos, com queixa de bola na vagina, apresenta exame ginecológico assim descrito: De acordo com o exame acima pode-se afirmar:
POP-Q: Ponto D ausente = ausência de colo uterino (pós-histerectomia).
Na classificação POP-Q, o ponto D refere-se ao fundo de saco posterior (colo uterino). Sua omissão ou não mensuração no exame indica que o colo uterino não está presente, o que é comum após uma histerectomia, e nesses casos, o ponto C passa a representar a cúpula vaginal.
A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) é uma ferramenta padronizada para descrever o prolapso de órgãos pélvicos. Ela utiliza nove pontos anatômicos para mensurar a posição dos órgãos em relação ao hímen. A correta interpretação desses pontos é crucial para o diagnóstico e manejo adequados das distopias genitais, especialmente em pacientes idosas que frequentemente apresentam queixas de "bola na vagina". O ponto D na classificação POP-Q refere-se ao fundo de saco posterior, que é a inserção dos ligamentos uterossacros no colo uterino. Este ponto só é mensurável quando o útero e o colo uterino estão presentes. Portanto, a omissão do ponto D na descrição de um exame ginecológico, como sugerido na questão, indica que a paciente não possui colo uterino, o que é uma consequência comum de uma histerectomia prévia. Em pacientes histerectomizadas, o ponto C, que normalmente representa o colo uterino, passa a representar a cúpula vaginal. A compreensão dessa particularidade é fundamental para evitar erros de interpretação e garantir um diagnóstico preciso do tipo de prolapso, seja ele de parede vaginal anterior (cistocele), posterior (retocele) ou da própria cúpula vaginal.
O ponto D representa o fundo de saco posterior, que corresponde à inserção dos ligamentos uterossacros no colo uterino. Ele é crucial para avaliar o prolapso uterino.
A omissão do ponto D indica que o colo uterino não está presente, geralmente devido a uma histerectomia prévia. Nesses casos, o ponto C passa a representar a cúpula vaginal.
Após a histerectomia, não há prolapso uterino, mas pode ocorrer prolapso da cúpula vaginal. A avaliação se concentra nos prolapsos de parede vaginal anterior, posterior e da cúpula.
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