INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Uma mulher com 47 anos de idade procura atendimento em Posto de Saúde com queixa de astenia. Foram solicitados exames de sangue que revelaram aumento (2,5 vezes o valor normal) nos níveis séricos de aspartato amino transferase (AST) e alanino amino transferase (ALT). A investigação inicial mostrou que a paciente se encontra monoinfectada pelo vírus da hepatite C (VHC), sendo, portanto, encaminhada ao hepatologista, que solicitou novos exames complementares, cujos resultados foram: RNA-VHC = 381.420 UI/mL, genótipo viral 1b e ultrassonografia abdominal com moderada alteração da ecogenicidade do parênquima hepático. Apresenta ainda escore de Child-Pugh igual a 4. A biópsia hepática realizada revelou fibrose discreta (F1 da classificação histológica Metavir). Com base no quadro apresentado, que fator está associado com uma pior resposta ao tratamento antiviral?
Genótipo viral = Principal preditor histórico de resposta ao tratamento da Hepatite C.
O genótipo do VHC é o fator determinante para a escolha do esquema terapêutico e duração do tratamento, sendo o genótipo 1 (especialmente 1b) associado a menores taxas de resposta em protocolos antigos.
O tratamento da Hepatite C sofreu uma revolução com a introdução dos DAAs (Antivirais de Ação Direta). Antes disso, fatores do hospedeiro (como polimorfismo IL28B) e do vírus (genótipo) eram cruciais para prever o sucesso. No caso clínico apresentado, a paciente possui fibrose leve (F1) e função hepática preservada (Child-Pugh 4/A), o que são fatores favoráveis. Contudo, o genótipo 1b permanece como o fator intrínseco ao vírus que mais desafiava as terapias convencionais, sendo a resposta correta para preditor de pior resposta relativa.
Historicamente, os genótipos 1 e 4 apresentavam taxas de Resposta Virológica Sustentada (RVS) significativamente menores quando tratados com Interferon e Ribavirina em comparação aos genótipos 2 e 3.
É a ausência de detecção do RNA do vírus C no sangue 12 ou 24 semanas após o término do tratamento, o que equivale à cura definitiva da infecção.
Não. Com os Antivirais de Ação Direta (DAAs), as taxas de cura superam 95% para quase todos os genótipos, independentemente da carga viral inicial, embora ela ainda seja monitorada.
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