Síncope em Idosos: Avaliação e Critérios de Internação

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020

Enunciado

Uma mulher de 73 anos de idade, com antecedentes de HAS e dislipidemia, foi levada pela filha ao serviço de emergência, pois, ao subir rapidamente uma ladeira, apresentou perda súbita de consciência, ficando desacordada por alguns segundos no chão. A paciente nega abalos musculares ou liberação esfincteriana durante o episódio e nega ter percebido que ia “desmaiar”. No momento, encontra-se totalmente assintomática, consciente e orientada no tempo e no espaço. Ao exame físico, apresenta apenas um sopro sistólico +3/6 mais bem audível no segundo espaço intercostal à direita. Realizou, também, o eletroencefalograma mostrado a seguir. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Pelos achados do caso clínico, a paciente deve ser investigada ambulatorialmente, pois se trata de provável síncope.
  2. B) Pelos achados do caso clínico, a paciente deve ser investigada e internada, pois se trata de provável síncope.
  3. C) Pelos achados do caso clínico, a paciente deve ser investigada e internada, pois se trata de provável pré-síncope.
  4. D) Pelos achados do caso clínico, a paciente deve ser investigada e internada, pois se trata de provável lipotimia.
  5. E) Pelos achados do caso clínico, a paciente deve ser investigada ambulatorialmente, pois se trata de provável pré-síncope.

Pérola Clínica

Síncope em idoso com sopro cardíaco (estenose aórtica) → alto risco, investigar e internar.

Resumo-Chave

A síncope em idosos, especialmente quando associada a achados cardíacos como sopro sistólico sugestivo de estenose aórtica, é um sinal de alerta para etiologia cardíaca grave. A perda súbita de consciência sem pródromos e durante esforço físico (subir ladeira) reforça a suspeita de síncope cardíaca, indicando necessidade de investigação e internação hospitalar.

Contexto Educacional

A síncope, definida como uma perda súbita e transitória da consciência devido à hipoperfusão cerebral global, é um sintoma comum, especialmente em idosos. Em pacientes idosos, a presença de comorbidades como hipertensão e dislipidemia, juntamente com achados como um sopro sistólico audível, levanta a forte suspeita de uma etiologia cardíaca, como a estenose aórtica. A síncope de origem cardíaca, particularmente durante o esforço, é um indicador de alto risco e exige investigação imediata e internação hospitalar para elucidação diagnóstica e manejo adequado, visando prevenir eventos adversos graves. O eletroencefalograma (EEG) geralmente é normal na síncope, diferenciando-a de crises epilépticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para síncope em idosos?

Em idosos, os fatores de risco para síncope incluem doenças cardíacas estruturais (como estenose aórtica), arritmias, hipotensão ortostática, uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) e disfunção autonômica. A síncope durante o esforço é um sinal de alerta para causas cardíacas.

Por que a estenose aórtica pode causar síncope?

A estenose aórtica grave restringe o fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta. Durante o esforço físico, a demanda cardíaca aumenta, mas o coração não consegue bombear sangue suficiente para o cérebro devido à obstrução, resultando em isquemia cerebral e síncope.

Quais são os critérios para internação de um paciente com síncope?

Critérios de alto risco para internação incluem síncope durante o esforço, achados cardíacos anormais (sopro, ECG alterado), história de doença cardíaca estrutural, lesões graves associadas à queda, história familiar de morte súbita, e ausência de pródromos, sugerindo etiologia cardíaca.

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