SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma mulher de cinquenta anos de idade, nuligesta, pós‑menopausa e com antecedente de carcinoma lobular invasivo da mama, em uso de tamoxifeno, apresenta ultrassonografia com eco endometrial de 8 mm. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o próximo passo na avaliação da paciente.
Tamoxifeno + pós-menopausa: eco endometrial até 8 mm SEM sangramento → observação.
Em mulheres pós-menopausa em uso de tamoxifeno, um eco endometrial de até 8 mm na ultrassonografia transvaginal, na ausência de sangramento vaginal, é considerado um achado comum e geralmente não requer investigação invasiva imediata, sendo indicada a observação clínica.
O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) amplamente utilizado no tratamento adjuvante e na prevenção do câncer de mama hormônio-sensível. Embora atue como antagonista estrogênico na mama, ele exerce um efeito agonista estrogênico no endométrio, o que pode levar a alterações como espessamento endometrial, pólipos, hiperplasia e, em uma pequena porcentagem de casos, carcinoma endometrial. A vigilância ginecológica é, portanto, fundamental para pacientes em uso prolongado de tamoxifeno. Em mulheres pós-menopausa, o limite de normalidade para o eco endometrial na ultrassonografia transvaginal é geralmente de 4-5 mm. No entanto, em pacientes em uso de tamoxifeno, esse limite é mais elevado devido ao seu efeito agonista. Um eco endometrial de até 8 mm, na ausência de sangramento vaginal, é frequentemente considerado um achado benigno e não requer investigação invasiva imediata, sendo a observação clínica e o acompanhamento ultrassonográfico periódicos a conduta mais adequada. A principal indicação para investigação adicional (histeroscopia com biópsia) em pacientes em uso de tamoxifeno é a presença de sangramento uterino anormal, independentemente da espessura endometrial. Se o eco endometrial for superior a 8-10 mm e a paciente for assintomática, a decisão de investigar pode ser individualizada, considerando outros fatores de risco. É crucial que os residentes compreendam essa particularidade para evitar procedimentos invasivos desnecessários e, ao mesmo tempo, não negligenciar sinais de alerta.
O tamoxifeno, sendo um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), age como agonista estrogênico no endométrio, podendo causar espessamento endometrial, pólipos, hiperplasia e, em casos raros, carcinoma endometrial.
A principal indicação para investigação invasiva (histeroscopia com biópsia) é a presença de sangramento uterino anormal, independentemente da espessura endometrial. Espessamentos assintomáticos acima de 8-10 mm também podem ser considerados para investigação.
Qualquer sangramento vaginal em uma mulher pós-menopausa, especialmente em uso de tamoxifeno, deve ser prontamente investigado, pois é o principal sintoma de alerta para patologias endometriais malignas ou pré-malignas.
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