UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Uma mulher, 25 anos de idade, apresentou severos episódios de broncoaspiraçã o de alimentos com associação à disfagia nos últimos meses. Foi investigada e, no exame clínico, apresentou estertores grossos em base de pulmão direito. A radiografia contrastada via oral mostrou significativa dilatação esofágica acima do nível do esfíncter esofágico inferior. A amostra da biópsia da parte inferior do esôfago realizada por endoscopia apresentava ausência do gânglio miontérico.Qual é o diagnóstico adequado?
Disfagia + dilatação esofágica + ausência gânglio miontérico → Acalasia.
A acalasia é um distúrbio motor esofágico caracterizado pela falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e ausência de peristalse no corpo esofágico, devido à degeneração dos neurônios do plexo miontérico (Auerbach). A biópsia mostrando ausência de gânglios é patognomônica.
A acalasia é um distúrbio motor primário do esôfago, caracterizado pela falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e pela ausência de peristalse no corpo esofágico. Sua etiologia é idiopática na maioria dos casos, mas está associada à degeneração dos neurônios do plexo miontérico (Auerbach), resultando em um desequilíbrio entre neurotransmissores excitatórios e inibitórios. Clinicamente, os pacientes apresentam disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos, dor torácica e perda de peso. Complicações como broncoaspiração são comuns devido à estase alimentar. O diagnóstico é sugerido pela esofagografia baritada (esôfago dilatado com 'bico de pássaro') e confirmado pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra os achados característicos. A biópsia, embora nem sempre necessária para o diagnóstico de rotina, pode revelar a ausência de células ganglionares. O tratamento visa aliviar a disfagia e prevenir complicações, uma vez que não há cura para a doença. As opções incluem dilatação pneumática endoscópica, miotomia de Heller (cirúrgica ou peroral endoscópica - POEM) e injeção de toxina botulínica. O manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir o risco de complicações respiratórias e nutricionais.
Clinicamente, a acalasia se manifesta com disfagia para sólidos e líquidos, regurgitação, dor torácica e perda de peso. Radiologicamente, a esofagografia baritada mostra dilatação esofágica e afilamento distal em 'bico de pássaro'.
Na acalasia, ocorre degeneração dos neurônios inibitórios do plexo miontérico na parede esofágica, resultando na falha de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e na ausência de peristalse no corpo do esôfago.
A manometria esofágica é o padrão-ouro para o diagnóstico, demonstrando ausência de peristalse esofágica e relaxamento incompleto ou ausente do esfíncter esofágico inferior, com pressão basal elevada.
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