INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Uma mulher de 57 anos apresentou dispneia súbita, dor abdominal difusa e lesões cutâneas pruriginosas difusas iniciadas poucos minutos após o início da infusão de quimioterápicos. É portadora de câncer de mama e está realizando o segundo ciclo da quimioterapia adjuvante. Ao exame físico, apresenta PA: 130X82mmHg, FC: 106bpm, FR: 25ipm, SpO2: 94%. O exame respiratório revela sibilos expiratórios difusamente. A pele apresenta várias placas eritematosas, e edema nas pálpebras direitas e no 3º dedo da mão esquerda. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata MAIS INDICADA para esse paciente associada à redução da mortalidade.
Anafilaxia grave → Epinefrina IM é a conduta imediata MAIS importante para reduzir mortalidade.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e de início rápido. A epinefrina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais eficaz, agindo rapidamente para reverter a broncoconstrição, vasodilatação e edema, sendo crucial para a sobrevida do paciente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a diversos agentes, incluindo quimioterápicos. Sua incidência em pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia é uma preocupação, e o reconhecimento precoce é fundamental para um desfecho favorável. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a broncoespasmo, vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade vascular e edema. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares ou gastrointestinais que surgem rapidamente após a exposição ao alérgeno. O tratamento imediato da anafilaxia grave é a administração de epinefrina (adrenalina) por via intramuscular, que deve ser feita sem demora. Outras medidas, como oxigenoterapia, fluidos intravenosos, anti-histamínicos e corticosteroides, são adjuvantes e não substituem a epinefrina. A educação do paciente e da equipe sobre o risco e o manejo da anafilaxia é crucial para a segurança durante a quimioterapia.
Dispneia súbita, sibilos, urticária difusa, angioedema, hipotensão e taquicardia são sinais de anafilaxia grave, exigindo intervenção imediata.
A epinefrina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que rapidamente reverte a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema, sendo o único medicamento que comprovadamente reduz a mortalidade.
A via intramuscular é a preferencial, geralmente na face anterolateral da coxa, devido à rápida absorção e menor risco de efeitos adversos graves comparado à via intravenosa inicial.
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