ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma menina de 10 anos chega à emergência com edema de lábios e língua, broncoespasmos e vômitos. Os sintomas se iniciaram há 30 minutos, após o uso de anti-inflamatório para cefaleia A hipótese diagnóstica e a conduta nesse caso são respectivamente:
Anafilaxia = Adrenalina IM (1:1000) 0,01 mg/kg no vasto lateral IMEDIATO.
O diagnóstico de anafilaxia é clínico e exige tratamento imediato com adrenalina intramuscular. A via subcutânea é proscrita devido à absorção errática e lenta em situações de choque.
A anafilaxia é uma emergência médica multissistêmica grave. Em pediatria, os gatilhos mais comuns são alimentos, seguidos por medicamentos (como AINEs e antibióticos) e venenos de insetos. A fisiopatologia envolve a degranulação de mastócitos e basófilos mediada por IgE, liberando histamina e outros mediadores inflamatórios. O tratamento de primeira linha é a adrenalina, que atua como antagonista fisiológico dos mediadores da anafilaxia, promovendo vasoconstrição (alfa-1), reduzindo o edema de mucosa e aumentando a pressão arterial, além de broncodilatação (beta-2) e cronotropismo positivo (beta-1). O atraso na administração da adrenalina é o principal fator de risco para óbito.
O diagnóstico é clínico, caracterizado pelo início agudo (minutos a horas) de sintomas que envolvem a pele/mucosas (urticária, angioedema) associado a pelo menos um dos seguintes: comprometimento respiratório (dispneia, sibilância, estridor), comprometimento circulatório (hipotensão, síncope) ou sintomas gastrointestinais persistentes (vômitos, cólicas) após exposição a um alérgeno provável.
Estudos farmacocinéticos demonstram que a administração intramuscular no vasto lateral da coxa atinge picos plasmáticos de adrenalina significativamente mais rápidos e elevados do que a via subcutânea ou a via intramuscular no deltoide. Em situações de anafilaxia, a perfusão tecidual periférica pode estar reduzida, tornando a absorção subcutânea imprevisível.
A dose recomendada é de 0,01 mg/kg de peso corporal, utilizando a diluição padrão de 1:1.000 (1 mg/mL). A dose máxima em crianças é de 0,3 mg e em adultos de 0,5 mg por aplicação. A via deve ser sempre intramuscular profunda no terço médio da face anterolateral da coxa.
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