FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
Uma jovem de 18 anos de idade, poucos minutos após ingerir camarão na praia, apresentou lesões urticariformes em face e tronco, angioedema periorbitário bilateral, dispneia e dor abdominal intensa associada a diarreia. Foi imediatamente levada por amigos ao posto de saúde mais próximo. Considerando o diagnóstico de anafilaxia, é correto afirmar que:
Anafilaxia = Adrenalina IM imediata é a conduta mais importante e salva-vidas.
A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal que requer tratamento imediato com adrenalina intramuscular. A demora na administração da adrenalina está associada a piores desfechos, sendo a prioridade máxima após a suspeita diagnóstica.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal. É crucial que profissionais de saúde reconheçam prontamente seus sinais e sintomas, que podem incluir manifestações cutâneas (urticária, angioedema), respiratórias (dispneia, broncoespasmo), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinais (dor abdominal, vômitos, diarreia), como demonstrado no caso da jovem que ingeriu camarão. O diagnóstico de anafilaxia é clínico e deve ser feito rapidamente. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, etc.) por mastócitos e basófilos, geralmente após exposição a um alérgeno. Esta liberação leva a vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa gastrointestinal, culminando em choque e insuficiência respiratória se não tratada. O tratamento imediato e mais importante da anafilaxia é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa. A adrenalina é o único medicamento que reverte a progressão da anafilaxia, agindo como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes, mas não substituem a adrenalina. Após a estabilização inicial, o paciente deve ser monitorado por várias horas devido ao risco de reações bifásicas.
Anafilaxia é diagnosticada quando há início agudo de sintomas envolvendo pele/mucosas (urticária, angioedema) e pelo menos um dos seguintes: comprometimento respiratório (dispneia, broncoespasmo) ou hipotensão/sintomas de disfunção orgânica. Exposição a alérgeno conhecido com início rápido de sintomas também é um critério.
A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) para adultos é de 0,3 a 0,5 mg de solução 1:1000, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Pode ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
A adrenalina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que atua rapidamente revertendo os principais sintomas da anafilaxia: causa vasoconstrição (aumenta a pressão arterial), broncodilatação (melhora a dispneia) e diminui a liberação de mediadores inflamatórios.
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