Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Uma gestante de 25 anos, na 34ª semana de gestação, dá entrada no pronto-socorro com crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Ela tem histórico de hipertensão arterial não controlada durante a gestação e edema generalizado. Após a estabilização inicial, é diagnosticada com eclampsia. Sobre a eclampsia, qual das opções abaixo é a mais correta?
A eclampsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma mulher com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas. Representa uma emergência obstétrica com alta morbimortalidade materna e fetal, sendo crucial o reconhecimento e manejo rápido. A epidemiologia mostra que afeta cerca de 0,3% das gestações com pré-eclâmpsia. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoespasmo e isquemia cerebral, resultando em edema e irritabilidade cortical. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma gestante com sinais de pré-eclâmpsia (hipertensão, proteinúria, edema). É fundamental suspeitar de eclampsia em qualquer gestante com pré-eclâmpsia que apresente alterações neurológicas. O tratamento da eclampsia tem como pilares a estabilização da paciente, o controle das convulsões e a interrupção da gestação. O sulfato de magnésio é o medicamento de escolha para a prevenção e tratamento das crises convulsivas, administrado em dose de ataque e manutenção, com monitoramento rigoroso para evitar toxicidade. Outros anticonvulsivantes, como a fenitoína, são menos eficazes e associados a mais efeitos adversos. Após a estabilização, a interrupção da gestação é a medida definitiva, independentemente da idade gestacional, para resolver a doença. O prognóstico melhora significativamente com o manejo precoce e adequado.
Eclampsia é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação), na ausência de outras causas para as convulsões.
O sulfato de magnésio é o agente mais eficaz para prevenir e tratar as convulsões eclâmpticas, agindo como um depressor do sistema nervoso central e estabilizador da membrana neuronal, com um perfil de segurança favorável quando monitorado adequadamente.
Após a estabilização da paciente e controle das convulsões com sulfato de magnésio, a interrupção da gestação é a medida definitiva para resolver a eclampsia, independentemente da idade gestacional, visando a segurança materna.
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