ASC-H na Citologia: Conduta e Seguimento no Colo Uterino

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 40 anos, G5P5, chega à UPA sem queixas, apenas para avaliar resultado de exame citológico do colo de útero. O resultado foi “células escamosas atípicas de significado indeterminado, quando não se pode excluir lesão intraepitelial de alto grau”. De acordo com o cenário acima, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Como a paciente tem menos de 45 anos, a melhor conduta é expectante e reavaliar com seis meses por citologia oncótica.
  2. B) Encaminhar para a retirada da lesão por conização e aguardar o resultado histopatológico para estadiamento da lesão.
  3. C) Encaminhar para colposcopia e, caso a JEC seja visível e os achados normais, repetir a citologia e colposcopia com seis meses.
  4. D) Encaminhar para a colposcopia e realizar biópsia, independente do achado colposcópico.
  5. E) Realizar estudo do canal endocervical e, se existirem achados colposcópicos anormais, deve-se encaminhar para a conização.

Pérola Clínica

Citologia ASC-H → Sempre colposcopia; se JEC visível e normal, seguimento com citologia/colposcopia em 6 meses é uma opção.

Resumo-Chave

O resultado ASC-H (células escamosas atípicas que não excluem lesão de alto grau) indica um risco significativo de lesão pré-maligna. A conduta imediata é a colposcopia para avaliação detalhada do colo uterino e biópsia de áreas suspeitas. O seguimento depende dos achados da colposcopia e histopatologia, sendo crucial para prevenir a progressão para câncer.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é uma das estratégias mais eficazes na prevenção e detecção precoce da doença, sendo a citologia oncótica (Papanicolau) o principal método. Resultados como 'células escamosas atípicas de significado indeterminado, quando não se pode excluir lesão intraepitelial de alto grau' (ASC-H) são de grande importância clínica, pois indicam um risco significativo de lesão pré-maligna ou maligna subjacente. A epidemiologia mostra que o câncer de colo uterino ainda é uma preocupação de saúde pública, especialmente em regiões com acesso limitado ao rastreamento. A fisiopatologia das lesões cervicais está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). O ASC-H representa uma categoria citológica que exige investigação imediata devido ao seu potencial de progressão. O diagnóstico e a conduta subsequente são cruciais para evitar a evolução para o câncer invasivo. A colposcopia é o exame padrão-ouro para avaliar o colo uterino após um ASC-H, permitindo a visualização da junção escamocolunar (JEC) e a identificação de áreas suspeitas para biópsia dirigida. O tratamento e o seguimento dependem dos achados da colposcopia e do resultado histopatológico das biópsias. Se a colposcopia for satisfatória (JEC visível) e não houver achados anormais, o seguimento com citologia e colposcopia em seis meses pode ser uma opção, conforme alguns protocolos. No entanto, qualquer achado suspeito na colposcopia deve ser biopsiado. A compreensão detalhada dessas diretrizes é fundamental para residentes de ginecologia e obstetrícia, pois é um tema recorrente em exames e na prática diária.

Perguntas Frequentes

O que significa o resultado ASC-H na citologia?

ASC-H significa 'Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado, quando não se pode excluir Lesão Intraepitelial de Alto Grau'. Indica um risco elevado de lesão pré-maligna ou maligna, justificando uma investigação mais aprofundada.

Qual a importância da colposcopia após um resultado ASC-H?

A colposcopia é essencial para visualizar o colo uterino com magnificação, identificar áreas anormais e direcionar biópsias, permitindo um diagnóstico histopatológico preciso da lesão. É o passo inicial e fundamental na avaliação de ASC-H.

Quando a conização é indicada após um resultado de ASC-H?

A conização é um procedimento terapêutico e diagnóstico, geralmente indicado após a colposcopia e biópsia confirmarem uma lesão de alto grau (HSIL) ou câncer in situ, ou em casos de JEC não visível com achados suspeitos no canal endocervical, não sendo a conduta inicial para ASC-H.

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