SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Uma equipe municipal de saúde é responsável por atender uma comunidade de baixa renda em uma área rural, onde a hanseníase é uma preocupação de saúde pública. Durante reunião com as Equipes de Saúde da Família detecta-se a necessidade de realizar um diagnóstico situacional de Saúde, específico para direcionar as ações de controle da hanseníase no território. O planejamento estratégico foi dividido em fases.Fase 1) Inicialmente, os casos de hanseníase notificados foram agrupados e sistematizados por zonas de distribuição geográfica em mapas físicos, digitalizados. Nos mesmos mapas, foram plotadas as unidades de saúde existentes e as áreas de abrangência de cada Equipe de Saúde da Família. Também foram plotadas as escolas e igrejas que poderão ser usadas como postos de dermatoscopia.Fase 2) Em três semanas houve oficinas envolvendo trabalhadores das cooperativas rurais, adolescentes das escolas rurais, além de grupos de hipertensos e diabéticos e de idosos. Houve, também, entrevistas realizadas com líderes locais que permitiram ampliar e complementar as informações sobre os pacientes, quem convivia com eles e quais as principais necessidades. Nessas reuniões, as equipes de saúde, incluindo os agentes comunitários de saúde, explicaram os mecanismos de transmissão da hanseniase e os sintomas da doença, e pediram voluntários para as ações a serem executadas.Com relação à hanseníse, indique o reservatório biológico da doença:
Hanseníase: O principal reservatório biológico é o ser humano.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica cujo principal reservatório biológico é o ser humano. A transmissão ocorre por via aérea, através de gotículas de secreções das vias aéreas superiores de pacientes bacilíferos não tratados.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar dos avanços no tratamento, ainda é um problema de saúde pública em muitas regiões, especialmente em áreas de baixa renda. A compreensão de sua epidemiologia, incluindo o reservatório biológico, é fundamental para o desenvolvimento de estratégias eficazes de controle e eliminação. O principal reservatório biológico da hanseníase é o ser humano. Indivíduos com a forma multibacilar da doença, que não estão recebendo tratamento, são os principais responsáveis pela disseminação do bacilo. A transmissão ocorre por meio de contato prolongado e íntimo com esses pacientes, geralmente através de gotículas de secreções das vias aéreas superiores. A identificação e tratamento precoce dos casos são essenciais para interromper a cadeia de transmissão. Em algumas áreas geográficas específicas, como o sul dos Estados Unidos e partes do Brasil, o tatu de nove bandas (Dasypus novemcinctus) também pode atuar como um reservatório natural do Mycobacterium leprae. No entanto, a importância epidemiológica do tatu na transmissão para humanos é considerada secundária em comparação com a transmissão interpessoal. As ações de controle da hanseníase focam na busca ativa de casos, diagnóstico precoce, tratamento politerápico e vigilância dos contatos.
O principal reservatório biológico da hanseníase é o ser humano. Pacientes com a forma multibacilar da doença, que não estão em tratamento, são a principal fonte de infecção.
A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas de secreções das vias aéreas superiores (fala, tosse, espirro) de pacientes bacilíferos não tratados, para pessoas suscetíveis que convivem de forma prolongada e íntima.
Em algumas regiões geográficas, como partes do sul dos Estados Unidos e do Brasil, tatus (Dasypus novemcinctus) podem atuar como reservatórios naturais de Mycobacterium leprae, embora o papel deles na transmissão para humanos seja secundário ao do próprio ser humano.
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