Varicela em Enfermaria: Profilaxia Pós-Exposição e Conduta

UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Em uma enfermaria pediátrica, é diagnosticado um caso de varicela em um lactente de oito meses internado há dois dias. Nessa mesma enfermaria estão internadas mais duas crianças, ambas sem história de vacinação ou doença prévia para varicela.• Paciente 1: um lactente de 15 meses com diagnóstico de mastoidite recebendo antibioticoterapia no terceiro dia de internação e evoluindo afebril com melhora do quadro.• Paciente 2: um pré-escolar de três anos com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) internada por neutropenia febril.A conduta indicada para o caso descrito é

Alternativas

  1. A) aciclovir venoso para os dois pacientes, além de vacina de varicela para o paciente 2.
  2. B) observar evolução do paciente 1; aciclovir venoso para o paciente 2.
  3. C) vacina de varicela para o paciente 1; aciclovir venoso e vacina de varicela para o paciente 2.
  4. D) vacina de varicela para o paciente 1; imunoglobulina específica varicela-zoster (VZIG) para o paciente 2.

Pérola Clínica

Contato varicela: imunocompetente > 9 meses → vacina; imunocomprometido → VZIG. Lactentes < 9 meses sem história/vacina → VZIG.

Resumo-Chave

A conduta pós-exposição à varicela depende do status imunológico e da idade do paciente. Pacientes imunocompetentes com mais de 9 meses recebem vacina. Pacientes imunocomprometidos, como o com LLA e neutropenia, ou lactentes menores de 9 meses sem história de doença ou vacinação, devem receber imunoglobulina específica (VZIG) para profilaxia passiva.

Contexto Educacional

A exposição à varicela em ambiente hospitalar, especialmente em enfermarias pediátricas, exige uma conduta rápida e precisa para prevenir a disseminação da doença e proteger pacientes vulneráveis. A varicela é altamente contagiosa, e a profilaxia pós-exposição é crucial. A decisão sobre a melhor intervenção (vacina ou imunoglobulina) depende do status imunológico do paciente exposto e de sua idade. Para pacientes imunocompetentes, a vacina de varicela é a profilaxia de escolha se administrada em até 3 a 5 dias após a exposição. No caso do Paciente 1 (lactente de 15 meses, sem história de vacinação ou doença prévia), ele é imunocompetente e tem idade para receber a vacina, que deve ser aplicada o mais rápido possível. A vacina confere imunidade ativa e duradoura. Já para pacientes imunocomprometidos, como o Paciente 2 (pré-escolar de 3 anos com LLA e neutropenia febril), a vacina de vírus vivo atenuado é contraindicada devido ao risco de doença vacinal grave. Nesses casos, a profilaxia passiva com Imunoglobulina Varicela-Zoster (VZIG) é a conduta correta. A VZIG fornece anticorpos pré-formados, conferindo proteção imediata, embora temporária, e deve ser administrada o mais rápido possível após a exposição para atenuar ou prevenir a doença. Lactentes menores de 9 meses sem história de doença ou vacinação também se beneficiam da VZIG.

Perguntas Frequentes

Quando a vacina de varicela é indicada como profilaxia pós-exposição?

A vacina de varicela é indicada para indivíduos suscetíveis (sem história de doença ou vacinação prévia) com idade superior a 9 meses, que tiveram contato com um caso de varicela. Deve ser administrada idealmente em até 72 horas após a exposição, podendo ser eficaz até 5 dias.

Quais são as indicações para o uso da Imunoglobulina Varicela-Zoster (VZIG)?

A VZIG é indicada para profilaxia pós-exposição em indivíduos de alto risco que são suscetíveis e tiveram contato significativo com varicela. Isso inclui imunocomprometidos (como pacientes com LLA), gestantes suscetíveis, recém-nascidos de mães que desenvolveram varicela periparto, e prematuros internados, especialmente aqueles com menos de 28 semanas ou peso inferior a 1000g, independentemente da história materna.

Por que o paciente com LLA e neutropenia febril não pode receber a vacina de varicela?

Pacientes com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e neutropenia febril são imunocomprometidos. A vacina de varicela é uma vacina de vírus vivo atenuado e é contraindicada para esses pacientes devido ao risco de desenvolverem a doença vacinal de forma grave ou disseminada. Nesses casos, a profilaxia passiva com VZIG é a medida protetora adequada.

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