HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Uma criança apresenta tosse há 14 dias. A tosse é seca, súbita e incontrolável, com guinchos inspiratórios e vômitos pós-tosse. Seu hemograma revela 26.000 leucócitos e 14 mil linfócitos. Considerando o diagnóstico mais provável, assinale uma conduta adequada para proteção aos contactantes.
Coqueluche: tosse paroxística + guincho + vômitos + linfocitose. Contactantes <7 anos incompletos → vacina DTP.
O quadro clínico sugere coqueluche, uma doença respiratória altamente contagiosa. A proteção dos contactantes é crucial, e a vacinação com DTP é a medida mais eficaz para crianças menores de 7 anos com esquema vacinal incompleto.
A coqueluche, causada pela bactéria *Bordetella pertussis*, é uma doença respiratória altamente contagiosa, caracterizada por tosse paroxística prolongada. O quadro clínico típico em crianças inclui acessos de tosse incontroláveis seguidos por um "guincho" inspiratório e, frequentemente, vômitos pós-tosse. O hemograma pode revelar linfocitose acentuada, um achado característico. A doença é particularmente grave em lactentes, que podem apresentar apneia e cianose em vez do guincho clássico. A prevenção é primariamente feita pela vacinação (DTP/DTaP/Tdap). A conduta para contactantes envolve a avaliação do status vacinal e, em alguns casos, a antibioticoprofilaxia. Para contactantes menores de 7 anos com esquema vacinal incompleto, a vacinação com DTP é a medida mais adequada para conferir proteção. Além disso, a antibioticoprofilaxia com macrolídeos (azitromicina, claritromicina) pode ser considerada para contactantes próximos de alto risco, independentemente do status vacinal, para reduzir a transmissão.
Os sintomas incluem tosse paroxística intensa, guincho inspiratório após acessos de tosse, e vômitos pós-tosse, especialmente na fase paroxística. Lactentes podem apresentar apneia em vez de guincho.
A vacinação com DTP (ou DTaP/Tdap) é a principal estratégia de prevenção, conferindo imunidade, reduzindo a gravidade da doença e a transmissão. É crucial manter o calendário vacinal atualizado.
A antibioticoprofilaxia é indicada para contactantes próximos, especialmente aqueles de alto risco (bebês, gestantes, imunocomprometidos), independentemente do status vacinal, para prevenir a infecção e a disseminação.
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