Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Uma criança recebeu BCG com 7 dias de vida. Com 6 meses não apresentava cicatriz no braço direito e foi revacinada, estando a vacina em condições ideais para uso. Novamente não se formou cicatriz. Sua conduta é, portanto,
Ausência de cicatriz pós-BCG não indica falha vacinal; não há necessidade de revacinar.
A formação da cicatriz vacinal após a BCG não é um indicador de proteção ou de falha vacinal. A ausência da cicatriz não significa que a criança não foi imunizada, e a revacinação não é recomendada pelo Ministério da Saúde do Brasil.
A vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) é uma vacina atenuada utilizada mundialmente para prevenir formas graves de tuberculose, especialmente em crianças, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa. No Brasil, faz parte do calendário vacinal obrigatório e é administrada em dose única ao nascer ou o mais precocemente possível. A formação de uma cicatriz no local da aplicação é uma reação comum, mas sua ausência não deve ser interpretada como falha vacinal. Estudos demonstraram que a presença ou ausência da cicatriz pós-BCG não se correlaciona diretamente com o nível de proteção conferido pela vacina. A resposta imune celular, responsável pela proteção contra a tuberculose, pode ser desenvolvida mesmo sem a manifestação cutânea visível. Por essa razão, as diretrizes atuais do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde do Brasil não recomendam a revacinação de crianças que não desenvolveram a cicatriz após a primeira dose. A conduta correta, portanto, é considerar a criança imunizada após a administração da dose única da BCG, independentemente da formação da cicatriz. A revacinação não oferece benefício adicional e pode expor a criança a riscos desnecessários. É fundamental que profissionais de saúde estejam atualizados com essas recomendações para evitar práticas inadequadas e garantir a correta orientação aos pais.
Não, a ausência da cicatriz não é um indicador de falha vacinal ou de ausência de imunidade. A resposta imune protetora pode ocorrer mesmo sem a formação da lesão e cicatriz característica.
O Ministério da Saúde não recomenda a revacinação da BCG em caso de ausência de cicatriz. A criança deve ser considerada imunizada após a primeira dose, independentemente da formação da cicatriz.
A vacina BCG é eficaz na prevenção das formas graves de tuberculose em crianças, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, mas tem eficácia variável contra a tuberculose pulmonar em adultos.
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