PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Uma criança de oito anos foi levada à emergência após uma picada de abelha no braço direito. A dor e o edema eram inicialmente localizados, depois evoluiu com dificuldade respiratória. Considerando a possibilidade de anafilaxia, o tratamento inicial constitui-se de:
Anafilaxia (dificuldade respiratória, hipotensão) → Adrenalina IM é a primeira e mais importante conduta.
A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais eficaz para a anafilaxia, pois atua rapidamente revertendo a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema, salvando a vida do paciente ao estabilizar a circulação e a respiração.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a um alérgeno, como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. É uma emergência médica que requer reconhecimento imediato e tratamento agressivo para prevenir morbidade e mortalidade. A dificuldade respiratória, como descrita no caso, é um sinal de gravidade que indica comprometimento das vias aéreas ou broncoespasmo. O tratamento inicial e mais crucial para a anafilaxia é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular. A adrenalina atua como um agonista alfa e beta-adrenérgico, promovendo vasoconstrição (aumentando a pressão arterial e reduzindo o edema), broncodilatação (melhorando a respiração) e inibindo a liberação de mediadores inflamatórios pelos mastócitos e basófilos. Sua ação rápida é vital para reverter os sintomas de risco de vida. Enquanto anti-histamínicos (H1 e H2) e corticoides são importantes como terapias adjuvantes para aliviar sintomas cutâneos, gastrointestinais e prevenir reações bifásicas, eles não devem atrasar a administração da adrenalina. Outras medidas de suporte incluem oxigênio, fluidos intravenosos para hipotensão e, se necessário, broncodilatadores inalatórios. A observação prolongada na emergência é essencial devido ao risco de reações bifásicas.
A anafilaxia pode apresentar-se com sintomas cutâneos (urticária, angioedema), respiratórios (dispneia, sibilância, estridor), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal), geralmente com início rápido após a exposição ao alérgeno.
A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) para anafilaxia é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg) para crianças e 0,3-0,5 mg para adultos, administrada por via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa. Pode ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
Anti-histamínicos e corticoides são tratamentos adjuvantes que podem ajudar a aliviar sintomas cutâneos e prevenir reações bifásicas, mas não atuam rapidamente para reverter a broncoconstrição e a hipotensão, que são as principais ameaças à vida na anafilaxia. A adrenalina é a única que age nesses mecanismos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo