Anafilaxia Pediátrica: Manejo Imediato com Adrenalina

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Uma criança de 7 anos de idade é levada à emergência pediátrica pela mãe, que relata início súbito de vômitos, urticária generalizada e dificuldade para respirar cerca de 20 minutos após consumir um pedaço de bolo em uma festa de aniversário. A mãe informa que a criança tem histórico de alergia alimentar a amendoim. Ao exame físico, a criança apresenta-se prostrada, com dispneia moderada, corada, hidratada, afebril. Sinais vitais: FC 135 bpm, FR 32 irpm, PA 75/45 mmHg, SatO2 92% em ar ambiente. Há sibilos difusos à ausculta pulmonar e lesões urticariformes confluentes em tronco e membros. Qual a conduta imediata e mais adequada para este caso:

Alternativas

  1. A) Administrar anti-histamínico injetável, preferencialmente por via intravenosa, e oxigênio suplementar.
  2. B) Aplicar adrenalina por via intramuscular na face anterolateral da coxa, seguida de oxigenoterapia e monitorização.
  3. C) Iniciar corticoide intravenoso de ação rápida, como metilprednisolona, para controle da inflamação sistêmica.
  4. D) Realizar nebulização com broncodilatador (salbutamol) e avaliar a necessidade de corticoide oral.

Pérola Clínica

Anafilaxia = Adrenalina IM (face anterolateral da coxa) é a conduta imediata e mais importante.

Resumo-Chave

A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha para anafilaxia, agindo rapidamente para reverter a broncoconstrição, vasodilatação e edema. A via intramuscular na coxa garante absorção rápida e eficaz, sendo superior a outras vias em emergências.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento imediato e tratamento urgente. Em crianças, as causas mais comuns incluem alergias alimentares (como amendoim), picadas de insetos e medicamentos. Os sinais e sintomas podem envolver a pele (urticária, angioedema), o trato respiratório (dispneia, sibilos, estridor), o sistema cardiovascular (hipotensão, taquicardia) e o gastrointestinal (vômitos, dor abdominal). A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos, levando a broncoconstrição, vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade vascular e edema. A suspeita deve ser alta em qualquer criança com início súbito de sintomas multissistêmicos após exposição a um potencial alérgeno, especialmente se houver história de alergia. A conduta imediata e mais crucial é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa. A adrenalina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que reverte a broncoconstrição, aumenta a pressão arterial, reduz o edema e melhora a perfusão. Medidas de suporte adicionais incluem oxigenoterapia, fluidos intravenosos, e, após a estabilização, anti-histamínicos e corticoides. O atraso na administração de adrenalina é a principal causa de desfechos desfavoráveis.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para anafilaxia?

Anafilaxia é diagnosticada pela presença de sintomas agudos que envolvem dois ou mais sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada após exposição conhecida.

Qual a dose e via de administração da adrenalina na anafilaxia pediátrica?

A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) é de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) da solução 1:1000, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa.

Quais outras medidas de suporte são importantes no tratamento da anafilaxia?

Além da adrenalina, são cruciais a oxigenoterapia, fluidos intravenosos para hipotensão, monitorização cardíaca e respiratória, e medicamentos adjuvantes como anti-histamínicos e corticoides após a estabilização inicial.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo