Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Uma criança com sete meses de vida foi avaliada em consulta de puericultura. A criança apresentava desenvolvimento ponderoestatural, desenvolvimento neuropsicomotor, vacinação e alimentação adequados. Ao exame físico, o médico observou que a criança não tinha a cicatriz de BCG. Com base nesse caso hipotético e nas recomendações do Ministério da Saúde, é correto afirmar que a conduta indicada no momento é
Ausência de cicatriz BCG não indica falha vacinal; revacinação não é recomendada pelo MS.
A ausência da cicatriz vacinal da BCG não significa que a vacina não foi eficaz ou que a criança não está imunizada. O Ministério da Saúde do Brasil não recomenda a revacinação em crianças que não desenvolveram a cicatriz, independentemente da idade.
A vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) é parte essencial do calendário vacinal infantil no Brasil, administrada ao nascer ou o mais precocemente possível, até os 5 anos de idade. Seu principal objetivo é proteger contra as formas graves de tuberculose, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, que são particularmente devastadoras em crianças. Uma característica comum após a vacinação com BCG é o desenvolvimento de uma lesão no local da aplicação que evolui para uma cicatriz. No entanto, a ausência dessa cicatriz não é um indicador de falha vacinal. Estudos demonstraram que a proteção conferida pela BCG não está diretamente correlacionada com a presença ou tamanho da cicatriz. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil, não há indicação de revacinação para crianças que não desenvolveram a cicatriz da BCG, independentemente da idade em que a ausência é notada. A conduta correta é apenas registrar a aplicação da dose única e não realizar nenhuma intervenção adicional, pois a revacinação não confere benefício adicional e pode aumentar o risco de reações adversas locais.
Não necessariamente. A ausência da cicatriz não é um indicador de falha vacinal e não significa que a criança não está protegida contra as formas graves de tuberculose.
O Ministério da Saúde não recomenda a revacinação de crianças que não desenvolveram a cicatriz da BCG, independentemente da idade.
A vacina BCG protege contra as formas graves de tuberculose, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, especialmente em crianças pequenas.
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