Tungíase (Bicho-de-Pé): Diagnóstico e Tratamento em Crianças

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma criança com 5 anos é levada pela avó à unidade básica de saúde (UBS) com queixa de muito prurido em área periungueal do hálux direito e na planta do pé direito, além de discreta dor. A avó do paciente refere visitas frequentes da criança ao sítio, onde anda descalça.Ao exame físico, detectam-se quatro lesões puntiformes nos locais das queixas, sendo pápulas ceratóticas com elevação central enegrecida, eritematosa, e duas lesões já pustulosas.Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta, respectivamente, o provável diagnóstico e o manejo adequado para esse caso.

Alternativas

  1. A) Larva migrans; prescrição de tiabendazol tópico.
  2. B) Eczema disidrótico; hidratação dos pés e corticoide tópico de média potência.
  3. C) Tungíase; remoção cirúrgica do parasita na UBS com material devidamente esterilizado.
  4. D) Verruga viral; aplicação de ácido tricloroacético (ATA) 80% ou de nitrogênio líquido na UBS. 

Pérola Clínica

Criança descalça em sítio + lesões plantares ceratóticas com ponto enegrecido central → Tungíase.

Resumo-Chave

A tungíase, causada pela fêmea de Tunga penetrans, é comum em áreas rurais e em pessoas que andam descalças. As lesões típicas são pápulas ceratóticas com um ponto central enegrecido (o abdome do parasita), acompanhadas de prurido e dor, e podem evoluir para infecção secundária.

Contexto Educacional

A tungíase, popularmente conhecida como "bicho-de-pé", é uma ectoparasitose causada pela fêmea grávida da pulga Tunga penetrans, que penetra na pele do hospedeiro, geralmente nos pés. É prevalente em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em áreas rurais com condições sanitárias precárias e onde as pessoas andam descalças, sendo comum em crianças. O quadro clínico é caracterizado por lesões pápulo-ceratóticas, com um ponto central enegrecido (o abdome do parasita), acompanhadas de intenso prurido, dor e inflamação local. As lesões podem se tornar pustulosas ou ulceradas devido à infecção bacteriana secundária. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na anamnese e no exame físico das lesões. O manejo adequado da tungíase consiste na remoção cirúrgica do parasita, que deve ser realizada com material estéril para evitar infecções secundárias. Após a remoção, a área deve ser limpa e protegida. A prevenção envolve o uso de calçados em áreas de risco e medidas de higiene. É um tema relevante para a atenção primária e para provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas típicos da tungíase?

A tungíase se manifesta como pápulas ceratóticas, geralmente nos pés, com um ponto central enegrecido, acompanhadas de prurido, dor e inflamação local, podendo evoluir para infecção secundária.

Como é feito o diagnóstico da tungíase?

O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição (andar descalço em áreas endêmicas) e na observação das lesões características, que são pápulas com o parasita visível no centro.

Qual o tratamento mais eficaz para a tungíase?

O tratamento de escolha é a remoção cirúrgica do parasita com material estéril, seguida de limpeza e curativo da lesão. Em casos de infecção secundária, antibióticos podem ser necessários.

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