INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma criança do sexo masculino, com 8 anos de idade, é atendida em consulta com médico de Unidade Secundária de Saúde para avaliação de transtorno de comportamento. A mãe relata que o filho perde material escolar com frequência, costuma esquecer as tarefas do dia a dia e demora a atender quando chamado pelo nome. Informa, ainda, que a criança é repreendida na escola por não parar no mesmo lugar, levantar-se o tempo todo da cadeira, falar demais e intrometer-se na conversa alheia, além de ter notas ruins. O exame clínico não evidencia anormalidades. O diagnóstico e a conduta adequados ao caso são:
TDAH (Desatenção + Hiperatividade + Prejuízo) → 1ª linha = Metilfenidato.
O TDAH é um diagnóstico clínico baseado em sintomas de desatenção e hiperatividade em múltiplos domínios; o tratamento de escolha inicial é o metilfenidato.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das condições neurobiológicas mais comuns na infância. O caso clínico descrito apresenta a tríade clássica: desatenção (perda de material, esquecimento), hiperatividade (não para sentado, fala demais) e impulsividade (intromissão), com repercussão acadêmica e social. O tratamento deve ser multimodal, combinando intervenções psicoeducacionais, suporte escolar e farmacoterapia. O metilfenidato permanece como o padrão-ouro. A risperidona, citada em alternativas incorretas, é um antipsicótico indicado para irritabilidade severa ou transtorno de conduta, não sendo a primeira linha para os sintomas nucleares de TDAH.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5. Envolve um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou desenvolvimento. Os sintomas devem estar presentes antes dos 12 anos, ocorrer em dois ou mais ambientes (casa, escola, social) e causar prejuízo claro na qualidade de vida.
O metilfenidato é um psicoestimulante que atua bloqueando a recaptação de dopamina e noradrenalina na fenda sináptica, principalmente no córtex pré-frontal. Isso melhora a função executiva, o controle inibitório e a atenção sustentada, apresentando alta eficácia e perfil de segurança bem estabelecido em crianças.
Os efeitos mais frequentes incluem redução do apetite, insônia de indução, cefaleia e dor abdominal. É importante monitorar o crescimento (peso e altura) e parâmetros cardiovasculares (pressão arterial e frequência cardíaca) durante o tratamento.
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