SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Uma paciente de 42 anos de idade comparece a uma consulta ambulatorial queixando-se de sangramento aumentado. Seu ciclo é de trinta dias, com duração que aumentou de três para cinco dias. Afirma que, antes, o fluxo era leve, mas hoje é moderado. Há aproximadamente dois anos, iniciou quadro de dismenorreia, que tem sido progressivo, mas ainda controlável com antiespasmódicos. Ao exame, o colo revela-se móvel e indolor; o médico não palpa anexos e o fundo uterino está próximo da sínfise púbica, ainda intrapélvico. Especular sem alterações. O médico solicita uma ultrassonografia transvaginal, que evidencia espessamento miometrial assimétrico (com parede anterior maior que posterior), zona juncional irregular e pequenos cistos miometriais. Considerando esse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Sangramento uterino anormal + dismenorreia progressiva + USG com espessamento miometrial assimétrico e zona juncional irregular → Adenomiose.
A adenomiose é uma condição benigna caracterizada pela presença de tecido endometrial no miométrio. Manifesta-se classicamente por sangramento uterino anormal e dismenorreia progressiva. A ultrassonografia transvaginal é fundamental para o diagnóstico, evidenciando achados específicos que a diferenciam de outras patologias uterinas, como o mioma.
A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de tecido endometrial (glândulas e estroma) dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Essa invasão provoca uma reação inflamatória local, levando ao espessamento e aumento do útero. A prevalência é variável, mas é mais comum em mulheres multíparas na perimenopausa, embora possa afetar mulheres mais jovens. Os sintomas clássicos da adenomiose incluem sangramento uterino anormal, como menorragia (menstruação excessiva) e metrorragia (sangramento irregular), e dismenorreia (cólicas menstruais) que tende a ser progressiva e mais intensa com o tempo. A dor pélvica crônica e a dispareunia (dor durante a relação sexual) também são queixas comuns. Ao exame físico, o útero pode estar aumentado, globoso e doloroso à palpação. O diagnóstico da adenomiose é primariamente clínico e por imagem. A ultrassonografia transvaginal é o método de escolha, revelando achados característicos como espessamento miometrial assimétrico, zona juncional irregular ou borrada, e a presença de pequenos cistos anecóicos ou estrias ecogênicas no miométrio. A ressonância magnética pode ser útil em casos de difícil diagnóstico. O tratamento varia desde o manejo sintomático com anti-inflamatórios e hormônios (como progestagênios ou DIU hormonal) até a histerectomia em casos refratários ou quando a paciente não deseja mais engravidar. É crucial diferenciar a adenomiose de outras causas de sangramento uterino anormal, como miomas, pólipos ou distúrbios de coagulação.
Os sintomas mais comuns da adenomiose são sangramento uterino anormal, que pode se manifestar como menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado) ou metrorragia (sangramento irregular entre os períodos), e dismenorreia progressiva e intensa. Dor pélvica crônica e dispareunia também podem ocorrer.
A ultrassonografia transvaginal é a principal ferramenta diagnóstica não invasiva para adenomiose. Ela pode evidenciar um útero aumentado e globoso, espessamento miometrial assimétrico, zona juncional irregular ou mal definida, estrias ecogênicas subendometriais e pequenos cistos miometriais. A ressonância magnética pode ser usada em casos duvidosos.
Miomas uterinos são tumores benignos bem delimitados, geralmente hipoecogênicos, que distorcem o contorno uterino. A adenomiose, por outro lado, é uma condição difusa ou focal de invasão endometrial no miométrio, caracterizada por espessamento miometrial assimétrico, zona juncional irregular e pequenos cistos anecóicos dentro do miométrio, sem uma massa bem definida.
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