HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Uma paciente de 49 anos de idade, com nódulo endurecido na mama direita e mamografia BI-RADS- 5, teve diagnóstico de câncer de mama. Antecedentes pessoais e familiares: G3PN3, ciclos menstruais irregulares, DUM há quatro meses e mãe com diagnóstico de câncer de mama unilateral aos 66 anos de idade. Ao exame físico, constatam-se mamas de médio volume, retração no quadrante inferior lateral direito com desvio do mamilo ipsilateral, nódulo palpável na região retroareolar direita de 4,5 cm X 3 cm e axila clinicamente negativa. O estudo anatomopatológico da lesão evidenciou carcinoma ductal invasivo, grau histológico 1 de Nottingham e imuno histoquímica com receptores hormonais (estrogênio e progesterona) negativos, HER-2 positivo e índice de Ki-67 de 12%. Com base no caso clínico apresentado, julgue o item.Considerando que a paciente está no período do climatério, o primeiro hormônio a apresentar queda é a inibina.
No climatério, a inibina B é o primeiro hormônio a diminuir, levando ao aumento compensatório do FSH.
Durante o climatério, a diminuição da reserva ovariana leva a uma redução inicial da produção de inibina B pelos folículos ovarianos. A inibina B exerce um feedback negativo sobre o FSH; portanto, sua queda resulta em um aumento compensatório dos níveis de FSH, que é um dos primeiros marcadores da transição menopausal.
O climatério é o período de transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva da mulher, caracterizado por alterações hormonais progressivas que culminam na menopausa. Compreender a sequência dessas alterações é fundamental para o diagnóstico e manejo dos sintomas associados, além de ser um tema frequente em provas de residência. A fisiologia do climatério inicia-se com a diminuição da reserva ovariana. Os folículos ovarianos, que são a fonte de óvulos e hormônios, começam a se esgotar. O primeiro hormônio a refletir essa diminuição é a inibina B. A inibina B é produzida pelas células da granulosa dos folículos e exerce um feedback negativo seletivo sobre a secreção do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) pela hipófise. Com a redução do número de folículos, a produção de inibina B diminui. Essa queda na inibina B remove o freio sobre o FSH, resultando em um aumento compensatório dos níveis de FSH. Portanto, o aumento do FSH é um dos primeiros sinais laboratoriais da transição menopausal, enquanto os níveis de estrogênio e progesterona podem flutuar antes de uma queda mais acentuada.
No climatério, o primeiro hormônio a apresentar queda significativa é a inibina B, produzida pelos folículos ovarianos. Essa queda leva a um aumento compensatório do FSH. Posteriormente, há uma diminuição progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona, culminando na menopausa.
A inibina B é um hormônio peptídico produzido pelas células da granulosa dos folículos ovarianos. Ela exerce um feedback negativo seletivo sobre a secreção de FSH pela hipófise anterior, ajudando a regular o crescimento folicular.
O aumento do FSH é um marcador precoce da transição menopausal. Com a diminuição da reserva ovariana e a consequente queda da inibina B, o feedback negativo sobre o FSH é reduzido, levando a níveis elevados de FSH na tentativa de estimular os folículos remanescentes.
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