São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Uma paciente de 48 anos, com 3 filhos, não usuária de contraceptivos, com queixa de aumento do fluxo menstrual. Realizou ultrassom endovaginal que evidenciou útero pouco aumentado com presença de cistos miometriais. O diagnóstico mais provável é:
Útero aumentado + cistos miometriais + menorragia em multípara > 40 anos = Adenomiose.
A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, causando aumento uterino difuso e, frequentemente, sangramento uterino anormal (menorragia) e dismenorreia. O ultrassom endovaginal com achados de útero globoso e cistos miometriais é altamente sugestivo, especialmente em multíparas perimenopáusicas.
A adenomiose é uma condição ginecológica benigna caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Essa invasão resulta em hipertrofia e hiperplasia do miométrio adjacente, levando ao aumento difuso do útero. É mais comum em mulheres multíparas na perimenopausa, tipicamente entre 40 e 50 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade reprodutiva. Os sintomas clássicos incluem sangramento uterino anormal, como menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado), e dismenorreia (cólicas menstruais severas). O diagnóstico da adenomiose é frequentemente suspeitado com base na história clínica e exame físico, que pode revelar um útero aumentado e amolecido. O ultrassom endovaginal é a principal ferramenta diagnóstica não invasiva, evidenciando achados como útero globoso, miométrio heterogêneo, espessamento assimétrico das paredes uterinas, e a presença de cistos miometriais (pequenas áreas anecóicas ou hipoecóicas dentro do miométrio). A ressonância magnética (RM) pode ser utilizada para casos mais complexos ou para diferenciar de outras patologias. O tratamento da adenomiose depende da gravidade dos sintomas, do desejo de gravidez e da idade da paciente. Opções incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para dor, terapia hormonal (progestagênios, DIU hormonal, análogos de GnRH) para controlar o sangramento e a dor, e em casos refratários ou quando a fertilidade não é mais um desejo, a histerectomia é o tratamento definitivo. Para residentes, é crucial reconhecer os achados ultrassonográficos e a apresentação clínica para um diagnóstico diferencial preciso com outras causas de sangramento uterino anormal.
Os sintomas mais comuns são sangramento uterino anormal, especialmente menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado), e dismenorreia (cólicas menstruais intensas). Dor pélvica crônica também pode ocorrer.
O ultrassom endovaginal pode evidenciar um útero globoso e aumentado, miométrio heterogêneo, espessamento assimétrico das paredes uterinas, estrias ecogênicas subendometriais e, caracteristicamente, pequenos cistos anecóicos ou hipoecóicos no miométrio (cistos miometriais).
A adenomiose é a presença difusa de tecido endometrial no miométrio, causando um aumento uterino global e miométrio heterogêneo com cistos. A miomatose é caracterizada por nódulos bem delimitados de músculo liso (miomas) dentro ou fora do útero, que podem ser únicos ou múltiplos.
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