USV Carotídea: Avaliação de Estenoses por Velocidade e Diâmetro

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

A USV - Ultrassonografia Vascular é capaz de avaliar estenoses carotídeas:

Alternativas

  1. A) tanto pelo critério de velocidades quanto pela quantificação da estenose feita pelas medidas dos diâmetros residuais, mas não pelo corte transverso.
  2. B) tanto pelo critério de velocidades quanto pela quantificação da estenose feita pelas medidas dos diâmetros residuais, preferencialmente pelo corte transverso.
  3. C) pelo critério de velocidades não pela quantificação da estenose feita pelas medidas dos diâmetros residuais, preferencialmente pelo corte transverso.
  4. D) tanto pelo critério de velocidades e nunca pela quantificação da estenose feita pelas medidas dos diâmetros residuais, preferencialmente pelo corte transverso.

Pérola Clínica

USV avalia estenose carotídea por critérios de velocidade e medidas de diâmetros residuais, preferencialmente em corte transverso.

Resumo-Chave

A ultrassonografia vascular (USV) com Doppler é a principal ferramenta não invasiva para avaliar estenoses carotídeas. Ela utiliza tanto os critérios de velocidade do fluxo sanguíneo (pico de velocidade sistólica na artéria carótida interna e relação de velocidades) quanto a quantificação da estenose através das medidas dos diâmetros residuais da luz do vaso. A avaliação em corte transverso é preferencial para visualizar a placa aterosclerótica e sua extensão, permitindo uma quantificação mais precisa da estenose.

Contexto Educacional

A estenose carotídea, geralmente causada por aterosclerose, é uma condição importante devido ao seu potencial de causar acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos. A ultrassonografia vascular (USV) com Doppler é o método de imagem de primeira linha para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento dessas estenoses, sendo uma técnica não invasiva, amplamente disponível e de baixo custo. A prevalência de estenose carotídea aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco cardiovasculares. A avaliação da estenose carotídea pela USV baseia-se em dois princípios principais: a análise hemodinâmica do fluxo sanguíneo e a avaliação morfológica da placa. Os critérios de velocidade, como o pico de velocidade sistólica (PVS) na artéria carótida interna (ACI) e a relação PVS ACI/ACC, são indicadores indiretos da gravidade da estenose. Quanto maior a estenose, maior a velocidade do fluxo no local do estreitamento. Além disso, a quantificação da estenose é feita diretamente pela medida dos diâmetros residuais da luz do vaso, preferencialmente em corte transverso, que permite uma visualização mais precisa da placa aterosclerótica e do grau de estreitamento. O manejo da estenose carotídea depende do grau de estenose e da presença de sintomas. Estenoses significativas (geralmente >70% em sintomáticos e >80% em assintomáticos) podem indicar a necessidade de intervenção cirúrgica (endarterectomia carotídea) ou endovascular (angioplastia com stent). A USV é fundamental para a estratificação de risco e para o acompanhamento pós-intervenção, monitorando a reestenose. A combinação dos critérios de velocidade e das medidas diretas da estenose em diferentes planos de corte aumenta a acurácia diagnóstica da USV.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios utilizados na USV para avaliar estenoses carotídeas?

Os principais critérios incluem o pico de velocidade sistólica (PVS) na artéria carótida interna (ACI), a relação PVS da ACI/ACC (artéria carótida comum), e a presença de turbulência ou perda do fluxo laminar. Esses parâmetros hemodinâmicos são correlacionados com o grau de estenose.

Como a quantificação da estenose é feita pelas medidas dos diâmetros residuais?

A quantificação da estenose pelo diâmetro residual é realizada medindo-se o menor diâmetro da luz do vaso no local da estenose e comparando-o com o diâmetro da luz do vaso distal à estenose. Essa medida é feita preferencialmente no corte transverso, que permite uma visualização direta da placa aterosclerótica.

Por que o corte transverso é preferencial na avaliação da estenose carotídea?

O corte transverso é preferencial porque permite uma visualização direta da placa aterosclerótica e da luz residual do vaso, facilitando a medição precisa do diâmetro da estenose. Ele também ajuda a identificar a morfologia da placa, como a presença de ulcerações, que são fatores de risco para eventos isquêmicos.

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