Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
A USV - Ultrassonografia Vascular é capaz de avaliar estenoses carotídeas:
USV avalia estenose carotídea por critérios de velocidade e medidas de diâmetros residuais, preferencialmente em corte transverso.
A ultrassonografia vascular (USV) com Doppler é a principal ferramenta não invasiva para avaliar estenoses carotídeas. Ela utiliza tanto os critérios de velocidade do fluxo sanguíneo (pico de velocidade sistólica na artéria carótida interna e relação de velocidades) quanto a quantificação da estenose através das medidas dos diâmetros residuais da luz do vaso. A avaliação em corte transverso é preferencial para visualizar a placa aterosclerótica e sua extensão, permitindo uma quantificação mais precisa da estenose.
A estenose carotídea, geralmente causada por aterosclerose, é uma condição importante devido ao seu potencial de causar acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos. A ultrassonografia vascular (USV) com Doppler é o método de imagem de primeira linha para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento dessas estenoses, sendo uma técnica não invasiva, amplamente disponível e de baixo custo. A prevalência de estenose carotídea aumenta com a idade e com a presença de fatores de risco cardiovasculares. A avaliação da estenose carotídea pela USV baseia-se em dois princípios principais: a análise hemodinâmica do fluxo sanguíneo e a avaliação morfológica da placa. Os critérios de velocidade, como o pico de velocidade sistólica (PVS) na artéria carótida interna (ACI) e a relação PVS ACI/ACC, são indicadores indiretos da gravidade da estenose. Quanto maior a estenose, maior a velocidade do fluxo no local do estreitamento. Além disso, a quantificação da estenose é feita diretamente pela medida dos diâmetros residuais da luz do vaso, preferencialmente em corte transverso, que permite uma visualização mais precisa da placa aterosclerótica e do grau de estreitamento. O manejo da estenose carotídea depende do grau de estenose e da presença de sintomas. Estenoses significativas (geralmente >70% em sintomáticos e >80% em assintomáticos) podem indicar a necessidade de intervenção cirúrgica (endarterectomia carotídea) ou endovascular (angioplastia com stent). A USV é fundamental para a estratificação de risco e para o acompanhamento pós-intervenção, monitorando a reestenose. A combinação dos critérios de velocidade e das medidas diretas da estenose em diferentes planos de corte aumenta a acurácia diagnóstica da USV.
Os principais critérios incluem o pico de velocidade sistólica (PVS) na artéria carótida interna (ACI), a relação PVS da ACI/ACC (artéria carótida comum), e a presença de turbulência ou perda do fluxo laminar. Esses parâmetros hemodinâmicos são correlacionados com o grau de estenose.
A quantificação da estenose pelo diâmetro residual é realizada medindo-se o menor diâmetro da luz do vaso no local da estenose e comparando-o com o diâmetro da luz do vaso distal à estenose. Essa medida é feita preferencialmente no corte transverso, que permite uma visualização direta da placa aterosclerótica.
O corte transverso é preferencial porque permite uma visualização direta da placa aterosclerótica e da luz residual do vaso, facilitando a medição precisa do diâmetro da estenose. Ele também ajuda a identificar a morfologia da placa, como a presença de ulcerações, que são fatores de risco para eventos isquêmicos.
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