HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
A utilização da ultrassonografia na sala de atendimento inicial ao traumatizado tem sido cada vez mais frequente. Pode limitar ou contraindicar sua utilização:
Enfisema subcutâneo extenso limita a USG no trauma (FAST/E-FAST) por dificultar a passagem das ondas sonoras.
A ultrassonografia (FAST/E-FAST) é uma ferramenta valiosa no trauma para identificar sangramentos e pneumotórax. No entanto, a presença de ar no subcutâneo (enfisema extenso) impede a adequada visualização das estruturas, limitando sua utilidade.
A ultrassonografia focada para trauma (FAST - Focused Assessment with Sonography for Trauma e E-FAST - Extended FAST) é uma ferramenta diagnóstica rápida e não invasiva, essencial na avaliação inicial de pacientes traumatizados. Permite identificar rapidamente hemoperitônio, hemopericárdio e pneumotórax, auxiliando na tomada de decisões urgentes, especialmente em ambientes de emergência. O E-FAST é particularmente útil em pacientes instáveis hemodinamicamente, onde o tempo é crítico e o transporte para exames mais complexos pode ser arriscado. Ele avalia quatro regiões principais: pericárdio, periesplênica, peri-hepática e pelve, além das bases pulmonares para pneumotórax, fornecendo informações vitais para o manejo imediato do paciente. Embora altamente vantajosa, a USG no trauma possui limitações. A presença de enfisema subcutâneo extenso, obesidade mórbida, ou gás intestinal excessivo pode dificultar a visualização das estruturas, comprometendo a acurácia do exame. Nesses casos, outros métodos de imagem ou avaliação clínica devem ser priorizados para garantir um diagnóstico preciso e uma conduta adequada.
O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é indicado para a detecção rápida de líquido livre (sangue) no pericárdio, peritônio (espaço peri-hepático, periesplênico, pélvico) e pneumotórax (no E-FAST) em pacientes traumatizados, especialmente aqueles com instabilidade hemodinâmica.
O enfisema subcutâneo extenso dificulta a passagem das ondas sonoras do ultrassom, criando artefatos e impedindo a visualização clara das estruturas subjacentes. Isso pode mascarar a presença de líquido livre ou pneumotórax, limitando a acurácia do exame.
Além do ultrassom, outras ferramentas de imagem na sala de trauma incluem radiografias (tórax, pelve, coluna cervical) e, em pacientes estáveis, a tomografia computadorizada (TC) de corpo inteiro, que oferece uma avaliação mais detalhada das lesões.
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