Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
A cintilografia de tireoide evidencia a distribuição do radiomarcador na glândula Tireoide e tem indicações limitadas na avaliação do hipertireoidismo. O item errado é:
US de tireoide não é rotina para hipertireoidismo, mas útil em nódulos palpáveis ou contraindicação à captação de iodo.
A ultrassonografia de tireoide não é o exame de primeira linha para o diagnóstico etiológico do hipertireoidismo, sendo a cintilografia ou a captação de iodo os métodos preferenciais. A USG é indicada para avaliar nódulos palpáveis ou quando há contraindicações aos exames com iodo.
O hipertireoidismo é uma condição comum que exige um diagnóstico etiológico preciso para o manejo adequado. A cintilografia de tireoide é um exame funcional que permite visualizar a distribuição do radiomarcador na glândula, sendo fundamental para diferenciar as causas mais comuns, como a Doença de Graves (captação difusa) e o Bócio Multinodular Tóxico (captação heterogênea com nódulos quentes). Sua principal indicação é na suspeita de adenoma folicular hiperfuncionante, conhecido como nódulo quente. A ultrassonografia (US) da tireoide, por outro lado, é um exame morfológico. Embora essencial para a avaliação de nódulos tireoidianos palpáveis ou incidentais, não é indicada rotineiramente para o diagnóstico etiológico do hipertireoidismo. Sua utilidade no contexto do hipertireoidismo se dá principalmente quando a captação de iodo é contraindicada (ex: gestação, amamentação, exposição recente a iodo) ou não elucidativa, podendo o Doppler auxiliar na avaliação da vascularização e, indiretamente, na etiologia. Para a prática clínica e provas de residência, é crucial entender que a cintilografia e a captação de iodo são os exames de escolha para determinar a causa do hipertireoidismo, enquanto a USG complementa a investigação morfológica, especialmente na presença de nódulos. A escolha do método depende da apresentação clínica e das contraindicações, garantindo um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz para o paciente.
A cintilografia é crucial para o diagnóstico etiológico do hipertireoidismo, identificando padrões como captação difusa na Doença de Graves ou focos quentes em nódulos hiperfuncionantes.
A USG é indicada para avaliar nódulos tireoidianos palpáveis, caracterizar sua morfologia e vascularização, ou quando a captação de iodo é contraindicada (gestação, amamentação, exposição recente a iodo).
A Doença de Graves apresenta captação difusa e homogênea, enquanto o Bócio Multinodular Tóxico mostra áreas de hipercaptação (nódulos quentes) entremeadas com áreas hipocaptantes.
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